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Volkswagen Gol líder de mercado está com liderança ameaçada

carros mais vendidos

Campeões de vendas

Líder em vendas nos últimos 27 anos, Volkswagen Gol corre risco de perder a liderança ainda em 2014.

Pelo quarto mês consecutivo o Fiat Palio foi o campeão de vendas, o total acumulado no ano diminuiu consideravelmente a vantagem do Gol frente ao Palio, a menos que ocorra uma reviravolta, a tendência é que o Palio seja o carro mais vendido do ano de 2014. Mesmo que não consiga a liderança, a diferença será bem pequena no número total de vendas.

No acumulado do ano a vantagem do Gol em relação ao Palio é menor que 6.000 unidades. Comparando os dados de 2013 percebe-se que não são os outros veículos que estão vendendo mais do que o Gol, mas sim que as vendas do Gol diminuíram muito em 2014. Se em 2013 a média de vendas do Gol era superior a 20.000 unidades mensais, em 2014 a média mensal de unidades vendidas não chega a 15.000 até setembro deste ano. Já a média mensal de vendas do Fiat continua estável em relação ao ano de 2013.

Percebe-se que o Gol tem perdido vendas para vários outros veículos, principalmente os lançados recentemente. Entre eles o Chevrolet Onix, Hyundai HB 20 e mais recentemente ainda o Ford Ka. Apenas em setembro o Ford Ka já vendeu mais de 7.000 unidades.

A Volkswagen que fique de olhos abertos ou a liderança do Gol já era.

A insustentabilidade do consumismo

Consumo exagerado

Consumismo

O consumismo é hoje uma tendência nos países desenvolvidos e nos que estão em processo de desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Cada dia mais as pessoas compram coisas de que não precisam, ou trocam o velho pelo novo simplesmente por ser um produto considerado desatualizado. Sim, desatualizado, e não estragado. Ou seja, o produto está funcionando perfeitamente, mas já é considerado defasado pelo mercado, não está mais na moda. Então as pessoas se veem na obrigação de comprar um novo para não ficar fora de moda.

No Brasil como principal símbolo do consumismo temos os aparelhos celulares, já a algum tempo que no país temos mais aparelhos celulares em funcionamento do que número de habitantes. Para cada habitante existe mais do que um celular em funcionamento, ou seja, é como se todos tivessem celulares, inclusive os bebês, como isso não é verdade então é óbvio que muitas pessoas possuem dois ou até mesmo três celulares. Fato este que não é mais necessário já há muito tempo, pois hoje em dia existem celulares com dois, três chips, etc.

Se todos já tem celular então como continuar vendendo celulares no Brasil? A resposta é simples, como disse anteriormente, as pessoas já possuem celular, mas os lançamentos de novos aparelhos são tantos e com tantas modificações que elas acabam trocando de aparelho mesmo sem necessidade. Quem hoje em dia tem um aparelho de celular com cinco anos de uso?

Os aparelhos de celular são uma questão a parte. No caso dos automóveis é bem diferente. O Governo incentivou a produção e aumento das vendas de veículos novos no Brasil nos últimos anos. Ficou muito fácil comprar automóvel 0K. No entanto, grande parte destes automóveis foi comprado na base de financiamentos. Ou seja, quem comprou carro novo três anos atrás ainda está pagando o carro, após quitar o veículo a tendência é que ainda fique mais um período com ele até trocar de carro. Resumindo, carro não é igual a celular que se troca todo ano. Quanto mais pessoas tiverem carro, menor será o número de pessoas dispostas a comprar carro 0K. As vendas tendem a diminuir com o passar do tempo e a falta de estrutura para receber os veículos nas ruas deixa o trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades.

Outro setor que também recebeu muitos incentivos nos últimos anos foi o de habitação. O programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal construiu milhões de habitações em todo o território nacional. Existem várias faixas de financiamento, na maioria dos casos a pessoa financia a casa para pagar em 20 ou 30 anos. As construtoras ganham, empregos são gerados, reduz-se o déficit habitacional no país, mas quem comprou um imóvel não vai comprar outro. Além disso, vai ficar sem poder de compra por um bom período até que as prestações não representem mais uma fatia grande do orçamento.

A mesma coisa acontece com as TVs, durante a Copa do Mundo as vendas bateram recorde, mas quem comprou TV vai ficar alguns anos sem trocá-la, muitos ainda estão pagando a TV, quando a renda está comprometida com alguma coisa, outros setores vão sentir isso com a queda das vendas, afinal, o bolso do consumidor é um só.

O consumismo é insustentável, todos podem ter celular, mas jamais todos poderão ter automóvel. Uma sociedade baseada no consumismo tende a se deteriorar com o passar do tempo.

Crise no setor automobilístico brasileiro

Crise no setor automobilísticoA indústria automobilística no Brasil tem recebido incentivos do Governo Federal nos últimos anos. Entre eles pode-se citar principalmente a redução ou isenção de IPI para carros novos. Com a isenção o Governo deixou de arrecadar milhões de reais para assim tentar impulsionar as vendas de carros OK, facilitando a compra de veículos novos pelos consumidores e ao mesmo tempo manter a produção de veículos estável e evitar demissões de funcionários pelas industriais de automóveis.

De certa forma deu resultado, as vendas aumentaram consideravelmente. No entanto, parece que o efeito não foi duradouro. No ano de 2014 as vendas de veículos estão bem abaixo do mesmo período de 2013, da mesma forma a produção caiu consideravelmente neste primeiro semestre.

As causas podem ser muitas. Apesar da redução do IPI, os veículos tiveram alta nos preços em 2014 em virtude da legislação que obriga todos os veículos a saírem de fábrica com freios ABS e Air Bag. Portanto, mesmo carros simples estão relativamente caros em virtude desta exigência. Outro ponto é o endividamento do consumidor, quem comprou carro recentemente ainda está pagando o veículo, pois são poucos que conseguem comprar um veículo pagando o valor total a vista. Da mesma maneira carro não é um produto que se troca todos os anos, isso é privilégio de poucos.

As montadoras já estão fazendo promoções para tentar diminuir o número de veículos em estoque, algumas deram férias coletivas para os funcionários e já se ouvem rumores de uma possível crise no setor.

Uma coisa é certa, quando a produção é maior do que a demanda os preços tendem a diminuir, as montadoras precisam reduzir sua margem de lucro para conseguirem aumentar as vendas. Não adianta ter capacidade para produzir em grande quantidade se as vendas não seguem o mesmo ritmo. Da mesma maneira o Governo deveria reduzir a quantidade de impostos que incidem sobre a fabricação de veículos, isso se realmente quer o aumento das vendas. Porém, a redução de IPI é apenas provisória, logo é uma medida que tem resultados apenas provisórios e não garante o aquecimento das vendas por muito tempo.

Campeão de vendas desde 1987, Volkswagen Gol está ameaçado, será?

Veículo líder de vendas no Brasil

Carro mais vendido

Vou falar de Gol, mas desta vez não tem nada a ver com Copa do Mundo.

Vinte e sete anos consecutivos o veículo mais vendido do Brasil, este sim merece o título de Campeão. O Volkswagen Gol superou outro campeão de vendas da própria marca, o Volkswagen Fusca foi líder de vendas entre 1959 e 1982. Aliás, desde 1959, apenas em quatro anos a Volkswagen não liderou as vendas anuais, de 1983 a 1986 a Chevrolet liderou as vendas com o Chevette e o Monza.

Desde então vários veículos tentaram bater o Gol, mas sem sucesso. O Volkswagen Gol passou por várias modificações, de Gol quadrado passou por uma total reestilização e passou a ser chamado de Gol bola, atualmente já está na quinta geração e mesmo apesar das mudanças continua líder de vendas. No entanto, neste ano os veículos fabricados no Brasil não podem ser produzidos sem freios ABS e Air Bag, fato que de certa forma obrigou a Volkswagen a encerrar a produção do Gol G4 que ainda estava em produção e ajudava significativamente nas vendas totais do Gol, pois eram computadas como se fossem apenas um veículo. A queda nas vendas é visível, no primeiro semestre de 2014 foram vendidos 93.611, contra 121.356 no primeiro semestre de 2013. A mesma coisa ocorreu com o Fiat Uno, segundo colocado nas vendas em 2013, as vendas do Uno Mille eram computadas as do novo Fiat Uno, com o fim da produção do Uno Mille em 2014 as vendas despencaram e no primeiro semestre de 2014 o Fiat Uno é apenas o 6º veículo mais vendido. No primeiro semestre de 2013 foram vendidas 96.508 unidades contra apenas 61.049 unidades no primeiro semestre de 2014.

Porém, a Fiat tinha a segunda e terceira colocação nas vendas, o Fiat Palio assumiu a segunda colocação e mesmo mantendo a mesma média de vendas do ano passado já está ameaçando o reinado do Volkswagen Gol, no acumulado de 2014 a diferença é de apenas 10.721 unidades a mais para o Gol, e neste ano o Palio já superou o Gol em duas ocasiões, no mês de março e novamente agora no mês de junho. Será que é o fim da liderança está a caminho?

Apesar da Volkswagen  ter o carro mais vendido, a liderança das vendas é da Fiat, certamente seria ruim para a Volkswagen perder também a posição de carro mais vendido, justamente para a líder de vendas no Brasil.

 

Uma Análise sobre os Carros mais Vendidos no Brasil

Veículos mais vendidos do Brasil

Carros mais vendidos

O Brasil já teve como carro mais vendido o VW Fusca durante 24 anos consecutivos e atualmente Volkswagen mantém a liderança de vendas com o VW Gol desde o ano de 1987. Entre a segunda, terceira e outras posições alguns carros figuram constantemente. Entre os anos de 2010 e 2013 o Fiat Uno foi o segundo carro mais vendido do Brasil. O Fiat Palio foi o segundo carro mais vendido entre os anos de 2006 e 2009 e no início de 2014 recuperou a segunda colocação nas vendas, roubando a colocação do Fiat Uno que teve queda nas vendas, o que pode ser consequência da saída de linha do Fiat Mille em 2014.

Atualmente o Fiat Uno perdeu até a terceira colocação nas vendas, o Fiat Strada assumiu a terceira colocação nas vendas nos primeiros quatro meses de 2014. Aliás, a quarta colocação do Fiat Uno está ameaçada pela entrada no mercado do GM Onix. No acumulado das vendas nos primeiros quatro meses de 2014 a vantagem do Fiat Uno sobre o Onix é de pouco mais de 1.000 unidades.

Nos anos de 2010 e 2011 o GM Celta foi o terceiro carro mais vendido do Brasil. Atualmente as vendas do Celta despencaram, no acumulado de 2014 o GM Celta está na 16ª colocação nas vendas. O motivo pode ser a falta de inovação, pois o carro é praticamente o mesmo desde o seu lançamento no ano de 2000.

Carros lançados recentemente estão entre os 10 carros mais vendidos do país, GM Onix está na 5º posição,  Hyunday HB20 está na 8ª posição. O GM Prisma que no ano de 2012 ocupava apenas a 27ª colocação nas vendas passou por mudanças e a partir do ano de 2013 virou o GM “Onix sedan”. Com a mudança de visual as vendas aceleraram e o GM Prisma já ocupa a 11ª colocação nas vendas nos primeiros 4 meses de 2014.

Observa-se claramente que os veículos que estão com o visual desgastado tiveram quedas nas vendas, entre eles o GM Celta, GM Classic. Ambos perderam vendas para os próprios carros da GM, como o Onix e o Prisma.

Na VW observa-se o caso do Fox que ocupava a 5ª colocação nas vendas e caiu para 9ª colocação nos primeiros meses de 2014. O próprio gol está em perigo no posto de carro mais vendido, nos meses de fevereiro, março e abril as vendas do Fiat Palio ficaram bem próximas das vendas do VW Gol, sendo que o Fiat Palio foi o carro mais vendido no mês de março de 2014. Acontece que o VW Gol é praticamente o mesmo carro desde o ano de 2009, basicamente ocorreram alterações na frente e traseira, sendo que a traseira ficou mais feia do que antes, na minha opinião.

Qual é a lógica então para este carro ser o mais vendido até hoje. Primeiramente o preço, segundo a confiabilidade que os consumidores possuem na marca VW, porém com a obrigatoriedade do Air Bag e Freios ABS o carro já não ficou assim tão barato. Aliás, um VW Gol completo fica mais carro do que muitos de seus concorrentes. Outro detalhe foi a saída de linha do VW Gol G4 que ocasionou perca nas vendas para o Gol.

A lógica tem sido esta, carros mais baratos são os que vendem mais, porém com a obrigatoriedade o Air Bag e freios ABS e com a entrada de concorrentes fortes no mercado que oferecem preços razoáveis por veículos completos, este panorama esta mudando um pouco. Quando falo em veículo completo não digo tudo aquilo que um veículo pode ter, mas o básico para o conforto, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, alarme.

Se analisarmos as vendas do mês de abril e excluirmos os comerciais leves temos outro panorama. O GM Onix fica em terceiro lugar, o Fiat Uno cai para quinto, o Hyundai HB20 fica em sexto e o GM Prisma na nona posição. A Fiat está com folga na liderança de vendas, enquanto GM e VW ocupam segunda e terceira colocação numa disputa acirrada. O VW Up ainda não é sucesso de vendas, mas isso pode mudar nos próximos meses.

1º VW /GOL 16.963
2º FIAT /PALIO 15.409
3º GM /ONIX 13.247
4º FORD /FIESTA 12.042
5º FIAT /UNO 11.286
6º HYUNDAI/HB20 9.715
7º FIAT /SIENA 8.940
8º RENAULT/SANDERO 8.746
9º GM /PRISMA 8.122
10º VW/FOX/CROSS FOX 7.770

Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/autoservico/top50/2014.shtml

Fonte: http://www.noticiasautomotivas.com.br/os-carros-mais-vendidos-de-abril-de-2014/

Incentivo à Indústria de Veículos e os Problemas do Trânsito nas Cidades

Excesso de Veículos

É fato verídico o incentivo que o Governo tem dado nos últimos anos a indústria automobilística no Brasil. Entre os motivos estão o aquecimento da economia e a geração de empregos que a indústria proporciona. Prova disso é a redução de IPI, ou IPI zero para os veículos.

O Governo resolve um problema mas acaba criando outro maior ainda. O aumento do número de veículos vendidos só é bom para as indústrias automobilísticas, para a economia e para o consumidor que pretende comprar um carro novo. Por outro lado, os carros usados são desvalorizados, quem pretende vender um usado para comprar um OK irá ganhar na compra do novo e perder muito na compra do usado.

É bom porque realizou o sonho de muita gente que pretendia comprar um veículo, a redução do IPI e as opções de financiamento tornaram o carro acessível para muita gente.

É ruim porque o Governo investe e incentiva a opção errada. O número de veículos nas ruas cresceu assustadoramente nos últimos anos. Como se o excesso de veículos já não fosse um problema crônico, o Governo ainda incentiva cada vez mais a produção dos mesmos. Os congestionamentos são um problema de cidade grande, mas cidades pequenas já podem perceber o reflexo do aumento do número de veículos. Como pode uma cidade igual a Alta Floresta-MT com população de aproximadamente 50.000 habitantes possuir uma frota de 30.000 veículos entre carros, motocicletas, caminhonetes, caminhões e ônibus.

O transporte coletivo que já existiu atendendo todos os bairros da cidade, hoje é simplesmente inviável. Já existem momentos em que o trânsito de veículos é intenso e muito complicado principalmente pelo excesso de motocicletas na cidade.

As cidades não estão preparadas para absorver esse grande aumento da frota de veículos, falta local para estacionar, aumenta o barulho sonoro, aumenta a poluição e cada vez tende a ficar pior.

O Governo devia incentivar o transporte coletivo, a construção de ciclovias e outros tipos de transportes alternativos. Do jeito que está vamos entrar em um colapso.

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