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Tag: Sustentabilidade

Resenha: Muito além da vantagem competitiva

Título: Muito além da vantagem competitiva

Autor: Todd Zenger

Editora: M.Books

Ano: 2017

Páginas: 192

Muito além da vantagem competitiva

No primeiro capítulo o autor dá exemplos de teorias utilizadas por grandes empresas ao longo dos anos. Cita o caso de Walt Disney e as suas visões estratégicas que levaram à sua empresa a se consolidar no mercado e estar viva até hoje. Também cita o caso de Steve Jobs em sua empreitada que levou a Apple a se tornar uma das maiores do mundo em seu segmento. Sobretudo neste capítulo será apresentado ao leitor os três tipos de visão: antevisão, intravisão e extravisão.

No capítulo segundo você vai ver exemplos de empresas que adquiriram outras com a intenção de aumentarem sua capacidade de produção ou simplesmente eliminar a concorrência. Sendo que uma estratégia mal elaborada pode colocar a empresa em apuros, o autor demonstra as formas como isso deve ser feito corretamente.

No terceiro capítulo são abordados problemas ou dúvidas em como a empresa deve proceder em relação as suas teorias corporativas para criação de valor. Confiar em suas teorias corporativas ou seguir os sinais do mercado?

No capítulo quatro é abordado a questão de produzir ou comprar? A empresa pode se tornar refém de fornecedores ou ou integrar para compartilhar conhecimentos e ativos que irão garantir o controle. Para cada uma das duas opções existem vantagens e desvantagens.

No capítulo cinco Moldando Relacionamentos Externos é abordado o assunto do relacionamento da empresa com seus fornecedores. Onde o autor diz que a empresa não pode se limitar a uma única estratégia de relacionamento, mas também precisa escolher uma estratégia de relacionamento que seja de acordo com o valor que almeja e também esteja preparado para conviver com mudanças.

No capítulo seis é abordado o tema do designe organizacional dinâmico. Você verá que grandes empresas do mundo mudam constantemente seu designe a fim de se adaptarem ao momento do mercado e que isso não é algo tão ruim como aparenta.

No último capítulo o autor faz o fechamento do assunto relembrando alguns casos apresentados durante o livro.

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Obs: este livro foi recebido através de cortesia da Editora M.Books

Onde comprar: Amazon

Diferencial competitivo da sustentabilidade é tema de evento em Curitiba

sustentabilidadeCPCE promove evento para mostrar como empresas podem se destacar com ações focadas na sustentabilidade

O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), instituição ligada à Federação das Indústrias do Estado do Paraná, promove no dia 14 de outubro a palestra Vantagens Competitivas da Sustentabilidade ministrada pelo especialista da área Claudio Boechat. O objetivo é sensibilizar e mostrar aos participantes como eles se destacam no mercado por meio de ações voltadas à sustentabilidade.

Aumentar a competitividade das empresas por meio de ações que buscam a sustentabilidade é o tema do evento promovido pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), instituição ligada à Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), no dia 14 de outubro. A palestra Vantagens Competitivas da Sustentabilidade será ministrada pelo especialista em engenharia econômica, professor e pesquisador do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral (FDC), Claudio Bruzzi Boechat.

As inscrições são gratuitas e limitadas.

 Serviço:

Vantagens Competitivas da Sustentabilidade

Data: 14 de outubro de 2014

Horário: 08h30 às 10h30

Palestrante: Claudio Bruzzi Boechat

Local: Campus da IndústriaSistema FIEP – Auditório II | Rua Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico. Curitiba

Claudio Bruzzi Boechat – Especialista em engenharia econômica, professor e pesquisador do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral (FDC). Representante da FDC no Comitê Brasileiro do Pacto Global e na “Globally Responsible Leadership Initiative”, da Fundação Europeia para o Desenvolvimento da Gestão; Representante do Brasil na “Principles for Responsible Business Education Taskforce”, do Global Compact / Nações Unidas. Secretário Executivo do Programa Mineiro da Qualidade e Produtividade e Diretor-Presidente do Instituto Qualidade Minas.

Informações: (41) 3271-7486 (Sandra) | sandra.bortot@sesipr.org.br /www.fiepr.org.br/cpce

Usinas Hidrelétricas e Seus Impactos

O Brasil está em desenvolvimento, e o crescimento econômico aumenta a demanda por energia elétrica. Neste sentido é inevitável que a oferta de energia seja compatível para evitar um novo apagão como já aconteceu no Brasil. No Brasil a principal fonte geradora de energia elétrica são as Usinas Hidrelétricas, ou seja, aquelas que utilizam os recursos hídricos e aproveitam seu potencial para gerar energia. Teoricamente a energia gerada pelas usinas é renovável porque utiliza a força da água para girar as turbinas e transformar isto em energia. O problema é que a implantação de usinas hidrelétricas gera muitos problemas para a sociedade e para o meio ambiente.

Para a sociedade o principal problema é a mão-de-obra que se desloca para as regiões onde serão construídas as novas usinas, geralmente são milhares de trabalhadores para realizar a obra. Os municípios não estão preparados para absorver o impacto gerado pelo aumento populacional repentino. Geralmente os municípios já encontram dificuldades para fornecer os serviços essenciais para a sua população. Para tentar amenizar os problemas são realizados acordos entre os municípios afetados e a empresa responsável pela construção da usina, como acontece na obra da Usina Teles Pires, por exemplo, que está localizada entre os municípios de Paranaíta-MT e Jacareacanga-PA. A empresa se comprometeu em reformar as escolas municipais, creches e ampliar o número de salas oferecidas, investimento em prevenção de doenças, doação de equipamentos e obras de infraestrutura para o município de Alta Floresta-MT, Paranaita-MT e Jacareacanga-PA. No entanto, isso não é o suficiente, a demanda por moradia causou transtornos para os moradores da região que tiveram seus aluguéis aumentados, e aqueles que procuram casas para alugar, ou não encontram, ou são obrigados a pagar valores exorbitantes.

O setor de serviços também não estava preparado, inicialmente todos os trabalhadores da Usina Teles Pires tinham que se deslocar até o município de Alta Floresta-MT para receberem seus salários, durante o período de pagamento a população de Alta Floresta simplesmente não consegue utilizar os serviços do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, isso porque as filas cruzam o quarteirão das agências. As ruas em horário de pico ficam lotadas e o trânsito fica um caos, principalmente porque Alta Floresta ainda não possui nenhum semáforo para controlar o trânsito. O número de homicíos e de outros casos de violência também aumentaram no município, esses são apenas alguns problemas que a instalação da Usina Teles Pires está causando.

No entanto, ainda existem os problemas pós construção da usina, a construção deve durar aproximadamente 4 anos, após a construção muitos irão embora da cidade, mas muitos ficarão e a cidade precisa criar condições de garantir emprego, saúde e educação para que o município não entre em um caos.

Para o meio ambiente existem vários problemas ocasionados pela instalação das usinas, o principal deles é a destruição da fauna e da flora no local onde a usina será construída e em todo o local que será inundado pelo reservatório do empreendimento. Programas para coletar espécies de plantas e de animais foram implantados, mas isto não quer dizer que todas as espécies serão salvas. Além disso a construção da barragem vai alterar o fluxo do rio e isto terá impacto nas espécies de peixes da região. Só para ter uma noção do tamanho dos danos causados, apena na região norte de Mato Grosso estão previstas a construção de 5 usinas. Além da Teles Pires, ainda serão construídas mais 4 usinas, a de Colíder que já está em obras, a Usina de São Manoel, a Usina de Sinop e a Usina de Apiacás.

As usinas são necessárias, mas isto não quer dizer que precisam ser usinas hidrelétricas. O Governo brasileiro ainda não dá a atenção necessária para a construção de usinas que realmente podem causar impactos reduzidos para a sociedade e para o meio ambiente. Como é o caso das usinas Eólicas, o Brasil possui milhares de quilômetros de zona costeira e possui grande potencial para utilização desta fonte de energia. Segundo estudos a capacidade de geração de energia no Brasil utilizando o vento é superior a toda a capacidade instalada atualmente no país, ou seja, falta interesse do Governo e principalmente incentivo a instalação de usinas eólicas. Além da energia éolica existe também a possibilidade de utilização da energia solar, a tecnologia para estes sistemas evoluiu muito e pode ser a opção para novas usinas.

Sustentabilidade: como implantá-la?

O mundo em nossas mãos

A sustentabilidade está na moda, é um assunto que ouvimos falar todos os dias, mas pouco está realmente sendo feito para sua verdadeira implantação. Desde o século passado este assunto é pauta de reuniões como a Eco 92 e agora novamente foi o assunto da Rio + 20. Duas décadas se passaram e muita coisa discutida a vinte anos atrás ainda não foi implantada. Os países ponham o crescimento em primeiro lugar, as empresas ponham o lucro em primeiro lugar e assim vão empurrando a situação até o dia que der.

Os poderosos realmente podem mais e dificilmente irão realizar ações que reflitam negativamente no resulta de seus negócios. Mas então o que podemos fazer? A questão mais difícil é mudar a cultura das pessoas, não é de uma hora para a outra que alguém vai mudar suas atitudes. É preciso que cada um entenda que todos somos responsáveis pela sustentabilidade de nosso planeta. Com atitudes simples podemos mudar muita coisa. O principal problema do mundo atual é que consumimos muito mais do que precisamos para sobreviver.

Podemos auxiliar a implantar a sustentabilidade comprando apenas os alimentos que vamos consumir, não jogando comida no lixo, não tomando banhos de hora com o chuveiro aberto, não escovando os dentes com a torneira aberta, não lavando louças com a torneira aberta o tempo todo, trocando torneiras com defeito, não jogando lixo nas ruas e calçadas, comprando apenas roupas que vamos utilizar e quando não forem mais úteis doá-las para os necessitados, trocando aparelhos elétricos por outros que consomem menos energia, dando destino adequado para o lixo eletrônico, não ponhando fogo nas folhas do fundo do quintal, etc.

Eu poderia prolongar esta lista ainda muito mais, como podemos perceber estas ações dependem apenas de nós mesmos, não precisa de intervenção do Governo e muito menos de campanhas de concientização.

Se cada um fizer a sua parte teremos um mundo sustentável.

Sugestão de leitura: http://www.ideiasustentavel.com.br/ – Ricardo Voltolini

Leia Também: Você contribui para a sustentabilidade do planeta?

Você Contribui para a Sustentabilidade do Planeta?

Sustentabilidade

Para garantir a sustentabilidade do planeta cada pessoa pode contribuir com a sua parte. E você contribui para que isso aconteça?

Algumas perguntas simples podem dizer se você está fazendo algo para salvar o planeta ou se está ajudando a destruí-lo mais ainda.

Você já trocou de celular sem necessidade?

Você toma banho com o chuveiro aberto o tempo todo?

Deixa todas as luzes da casa acesas nos cômodos onde não têm ninguém?

Liga o ar-condicionado e não fecha a porta da casa?

Compra alimentos, deixa que estraguem e joga fora?

Você joga lixo na rua quando está andando de carro ou caminhando?

Utiliza papel novo como rascunho?

Imprime folhas sem necessidade?

Põe fogo no fundo do quintal para queimar folhas secas de árvores?

Joga baterias e pilhas no lixo comum?

Se você faz alguma dessas coisas acima, certamente você está ajudando a destruir o planeta.

Por menor que seja a ação, é a junção delas que contribuem para a preservação ou destruição de nosso planeta.

Sugestão de leitura: http://www.ideiasustentavel.com.br/ – Ricardo Voltolini

Será que é Possível Mesmo Existir Desenvolvimento Sustentável?

Desenvolvimento sustentável

Vivemos em um mundo onde cada vez mais existe a necessidade de utilizar os recursos naturais devido ao crescimento do consumo, recursos estes que naturalmente são finitos e em muitos casos não é possível fazer a natureza produzir mais. No caso da madeira já é mais do que comprovado que ela pode ser obtida através de plantações florestais, no entanto, só colhe quem planta e uma árvore não cresce da noite para o dia. É preciso recursos para fazer o plantio e esperar o ponto de colheita. Como a maioria não está preocupada com o meio ambiente, mas sim com os lucros, se torna muito mais fácil e lucrativo derrubar florestas inteiras. Além disso, aqueles que optam por plantar para poder colher enfrentam problemas relacionados as questões ambientais, na maioria das vezes as espécies plantadas são as exóticas, pois apresentam crescimento mais rápido, só que isto causa desiquilíbrio ambiental.

A mesma coisa acontece com as plantações e a criação de gado, é possível produzir mais com a mesma área existente, para isto é preciso realizar o manejo correto do solo para que a produção continue satisfatória e a terra não se torne improdutiva. Na criação de gado são necessárias áreas enormes para abrigar poucas cabeças de gado, no entanto com a realização de confinamento é possível produzir muito mais em espaço reduzido. Nos dois casos, agricultura e pecuária, a utilização de grandes áreas custa menos do que o investimento para produzir em menos espaço. É o lucro em detrimento a preservação, como cita Leonardo Boff, as empresas investem em preservação do meio ambiente desde que isso não afete seus lucros.

A lógica atual é produzir e produzir cada vez mais para aumentar os lucros e isso é sustentado pelo consumismo desenfreado. Uma simples mostra disso são os celulares no Brasil, existem mais celulares habilitados do que o total de habitantes, isso quer dizer que existem muitas pessoas que possuem mais do que um celular. Isso até não é problema, o problema é que as pessoas trocam de celular várias vezes em apenas um ano, não por necessidade, mas apenas para satisfazer a necessidade de consumo por um aparelho mais moderno.

A população do mundo não para de crescer e o Brasil é o quinto país mais populoso do planeta, isso quer dizer que cada vez mais serão necessários os recursos naturais, portanto, o desenvolvimento sustentável se torna uma coisa impraticável da maneira que o mundo está.

Enquanto o lucro sempre for o foco de todos, apenas as migalhas serão investidas realmente em ideias que podem tornar nosso planeta sustentável.

Desenvolvimento Sustentável

Principalmente nas décadas de 60 e 70 o Governo brasileiro incentivou a população a migrar principalmente da região Sul do Brasil para a Região Amazônica, com o lema “integrar para não integrar”. Mais precisamente falando de Mato Grosso, a parte norte do Estado era praticamente desabitada, nos anos 70 foram fundadas cidades como Sinop, Alta Floresta e posteriormente várias outras como Colíder, Guarantã do Norte, Matupá, Marcelãndia, etc. Em pouco mais de 30 anos de existência Sinop se tornou a maior cidade do norte mato grossense ultrapassando o número de 100.000 habitantes, Alta Floresta por estar mais ao norte e por não possuir áreas para grandes plantações, cresceu menos em termos de habitantes, tendo 50.000 aproximadamente.
Analisando apenas essas duas cidades percebemos que um local onde 40 anos atrás não existia nada além de floresta, hoje existem mais de 150.000 pessoas vivendo. A ideia era essa, colonizar a região, o problema é que na época o Governo incentivava o desmatamento, a princípio os colonizadores eram colonos do Sul, então obviamente eles viveriam da agricultura, mas principalmente em Alta Floresta, os agricultores não tiveram assistência técnica e a agricultura principalmente de café, não teve sucesso. Para abrir áreas para o plantio era preciso derrubar a floresta, então empresas madereiras se instalaram na região e começaram a comprar a madeira dos colonos, por um preço muito baixo, pois eles precisavam derrubar a floresta e não possuíam maquinários. O Governo apenas deu o aval para desmatar, depois veio outro e mudou o código florestal e transformou os agricultores em criminosos. Ninguém pensou que um dia essas cidades precisariam de uma maneira diferente para se sustentar, sem que fosse preciso desmatar. Ninguém pensou que o reflorestamento com fins comerciais seria uma alternativa para a região. A criação de gado se tornou um ponto forte da região, mas para isso acontecer também foi preciso abrir muitas áreas de floresta. A produção extensiva de gado exige muita área desmatada, mas investimentos em pecuária intensiva poderiam ser a solução para aumentar a produção sem necessidade de fazer desmatamento. Essa região é muito criticada, mas isso tudo é obra do Governo que não soube planejar o desenvolvimento sustentável da região.