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Inflação e desemprego avançam no Brasil

O ano de 2015 começou com a inflação em alta, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -IPCA de janeiro a junho já ultrapassa 6% e é quase o mesmo índice apurado para o ano inteiro de 2014. A tendência é que tenhamos neste ano de 2015 a maior inflação dos últimos 11 anos.

Inflação e desemprego

Inflação no Brasil

O aumento da gasolina, da energia, das bebidas, dos alimentos e até mesmo das loterias foram alguns dos responsáveis pela inflação em alta.

O discurso do Governo de que a inflação estava controlada está caindo por terra, assim como os níveis de desemprego no país.

Aliás, o desemprego está em alta, já ultrapassa a taxa de 8%. Isso representa aproximadamente 8 milhões de brasileiros desempregados. O comércio está em queda e a tendência é que o desemprego aumente mais ainda. Apenas a venda de veículos caiu mais de 20% nos seis primeiros meses de 2015, isso está obrigando as montadoras a reduzirem a produção e darem férias coletivas aos funcionários. Segundo a Fenabrave 250 concessionárias já fecharam as portas em 2015.

O Estado de Mato Grosso que é um dos maiores produtores de carne bovina do Brasil também enfrenta dificuldades, várias unidades frigoríficas já fecharam as portas em 2015 causando milhares de demissões no Estado.

O Governo cancelou vários investimentos no país para reduzir as despesas. Cortou investimentos do PAC. Minha Casa Minha Vida. Ministério das Cidades, Saúde e Educação.

Todos estes cortes ajudam o Governo a economizar, mas refletem negativamente na economia. Ou seja, o tiro pode sim sair pela culatra.

A situação da Saúde Pública e da Educação no Brasil não é das melhores e mesmo assim o Governo reduz investimentos. Por outro lado vemos rios de dinheiro sendo desviados através da corrupção que assola nosso país.

Dilma herdou uma herança maldita, ou seja, está colhendo os frutos dos erros que cometeu na gestão anterior.

Governo modifica seguro desemprego outra vez

A Medida Provisória que estava em vigor desde o dia 28 de fevereiro já não está mais valendo.

Governo modifica seguro desemprego

Seguro desemprego

A Lei 13.134 sancionada pela presidente dita as novas regras para o acesso ao seguro desemprego.

A presidente vetou alguns pontos da Medida Provisória 665 que dificultou o acesso ao seguro desemprego. A princípio seria necessário ter 18 meses de trabalho consecutivo para ter direito ao benefício. Com a aprovação da nova regra agora é preciso ter 12 meses de trabalho consecutivo para ter direito ao primeiro pedido.

Para o segundo pedido era necessário ter no mínimo 12 meses de trabalho, o novo texto aprovado diz que agora é preciso ter apenas 9 meses de trabalho consecutivo.

Para o terceiro pedido é necessário ter pelo menos 6 meses de trabalho.

Anteriormente a medida provisória eram necessários 6 meses para qualquer pedido.

Entre a vigência da Medida Provisória e a sua sanção pela presidente muita gente pode ter ficado sem o benefício por causa das regras vigentes. Agora que as regras foram alteradas novamente o Governo estuda formas de verificar as pessoas que tiveram o pedido negado a fim de não prejudicá-las.

Aqueles que fizeram o pedido durante este período devem ficar atentos, pois mesmo que remota ainda existe a possibilidade de conseguir o benefício. O Governo estuda pagar de forma retroativa aqueles que tiveram o benefício negado.

O ajuste no seguro desemprego faz parte do ajuste fiscal do Governo, apenas com estas mudanças o Governo pretende conseguir uma economia de aproximadamente 15 bilhões por ano.

A questão é a seguinte, o Governo vai fazer uma grande economia, por outro lado muitos desempregados vão ficar sem o auxílio e consequentemente sem estes 15 bilhões para gastarem com supermercado, roupas, transporte, etc.

O resultado disso pode não ser muito favorável para a economia brasileira que já está mal das pernas.

Além do seguro-desemprego outros ajustes em benefícios salariais podem ser aplicados pelo Governo, vamos aguardar para ver no que isso vai dar.

Novo seguro-desemprego, veja o que mudou

Novas regras do seguro-desemprego já estão valendo. Você já sabe o que mudou?

Seguro-desemprego

Seguro-desemprego

Anteriormente a Medida Provisória que alterou o seguro-desemprego era muito fácil conseguir o benefício, bastava ter 6 meses de trabalho com carteira assinada para ter direito ao benefício. Muitos usavam de má fé e recebiam o benefício indevidamente, porém, com a nova regra isso não vai mais acontecer. No entanto, aqueles que realmente precisam do benefício terão bastante dificuldade para consegui-lo.

A partir do dia 28 de fevereiro de 2015, para ter direito ao primeiro benefício é preciso ter trabalho no mínimo 18 meses. Isso quer dizer que se você foi demitido quando tinha apenas 17 meses de trabalho não terá direito ao benefício.

Para ter direito ao segundo pedido agora é preciso trabalhar por no mínimo 12 meses e para um terceiro pedido é preciso trabalhar pelo menos 6 meses. Percebe-se que o mais difícil realmente é conseguir o primeiro benefício, por um lado vai reduzir os custos do Governo e por outro vai prejudicar quem realmente precisa.

No primeiro pedido o trabalhador terá direito a 4 parcelas se trabalhou entre 18  e 23 meses, ou cinco parcelas se trabalhou pelo menos 24 meses no período.

No segundo pedido o trabalhador terá direito a 4 parcelas se tiver trabalhado no mínimo 12 meses, caso tenha trabalhado pelo menos 24 meses terá direito a 5 parcelas.

No terceiro pedido o trabalhador terá direito a 3 parcelas pelo menos 6 meses, 4 parcelas se tiver trabalhado entre 12 e 23 meses, 5 parcelas se tiver trabalho no mínimo 24 meses.

Como podemos observar ficou bem mais difícil de conseguir o benefício, o melhor mesmo é torcer para não ser demitido sem justa causa. É melhor ter um salário ruim do que ficar desempregado sem receber seguro-desemprego.

Reajuste do salário mínimo

A partir de janeiro de 2015 o salário mínimo foi reajustado em 8,8% elevando assim o valor R$ 724,00 para R$ 788,00.

O reajuste é mais uma vez pouco acima da inflação, pouco mesmo, pois a inflação de 2014 foi acima de 6%. Portanto, o reajuste real é de aproximadamente 2%.

Salário mínimo

Salário Mínimo

O Governo diz que continua com a valorização do salário mínimo, porém a inflação acumulada apenas neste início de ano já corroeu o aumento que o trabalhador recebe.

A energia elétrica sofreu reajuste acima de 20% no início de 2015 e ainda está previsto um novo reajuste para o mês de abril.

Os combustíveis também tiveram reajuste no início do ano. Certo, mas você pode dizer que quem recebe apenas um salário mínimo não possui veículo. Pode ser, mas utiliza transporte público e este utiliza combustível, a alta no preço dos combustíveis pressiona o preço do transporte que pode sofrer reajustes.

Os alimentos também ficam mais caros, a produção tem aumento de custos por decorrência do aumento da energia elétrica, o transporte fica mais caro por causa do preço dos combustíveis, no final das contas o poder de compra do trabalhador pode não sofrer alteração.

Além de ganhar pouco, quem depende do salário mínimo ainda tem que torcer muito para não perder o emprego, esse pode ser uma reflexo do desempenho econômico atual do país. Perder o emprego se tornou uma verdadeira tragédia depois do pacote de mudanças no seguro-desemprego. Principalmente se você está no primeiro emprego e ainda não atingiu 18 meses de trabalho, anteriormente bastava ter apenas 6 meses de carteira assinada para ter direito ao benefício.

O aumento do salário mínimo beneficia muito mais quem recebe vários salários, ou seja, se você ganhar uma ação na justiça e ela for calculada no salário mínimo você pode ser beneficiado. Por outro lado se você tiver que pagar um advogado em salário mínimos você sairá prejudicado.

Veja também: É possível viver com um salário mínimo?

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