O aumento do desemprego é notícia recorrente nos últimos anos. Chegou a números alarmantes e apesar de todas as ações do Governo, pouca coisa mudou nos últimos anos. Atualmente, segundo pesquisas oficiais, existem mais de 12 milhões de desempregados no Brasil.

Entre as ações do Governo estão a reforma trabalhista, que diminuiu encargos e desonerou empresas com o propósito de aumentar a oferta de empregos. Também a reforma da previdência que pretende diminuir o déficit previdenciário, as duas reformas pretendem tornar o país mais competitivo.

A reforma trabalhista já mostrou que teve pouco efeito sobre o desemprego. A reforma da previdência por sua vez pode piorar ainda mais a situação. É verdade que as pessoas estão vivendo cada vez mais, no entanto, é sabido que encontrar um emprego na velhice é muito difícil. A não ser que você tenha muita competência ou sorte, fatalmente será substituído por alguém mais jovem, cheio de vigor e de ideias novas.

Ou seja, a reforma da previdência pode piorar ainda mais os níveis de desemprego. Melhoras nos números da economia também não necessariamente significam aumento no número das vagas de emprego. Recentemente vimos dois grandes bancos brasileiros anunciando o fechamento de centenas de agências, entre vários bancos, mais de 600 agências foram fechadas apenas no ano de 2019, gerando a demissão de milhares de funcionários. Não são bancos que estão em crise, mas sim algumas das empresas que mais lucram no Brasil.

Então por que essas empresas demitem?

A resposta para isso é simples, as pessoas estão cada vez menos utilizando as agências físicas, hoje com o advento da tecnologia é possível fazer quase tudo sem sair de casa. Com a queda dos juros os bancos vão perder receita, reduzindo custos isso será minimizado. Ou seja, até mesmo quando as empresas tem recorde de lucros, ainda assim fecham vagas. É uma situação muito difícil para o trabalhador.

Acreditar que o nível de desemprego irá cair para níveis baixíssimos é quase utópico. Vejam a nova onda do mercado, os carros elétricos. Apesar do apelo ambientalista para que os veículos se tornem populares, já tem gente dizendo que os motores elétricos aumentarão a crise de desemprego no mundo, pois utilizam uma quantidade de peças muito menor do que os motores à combustão. Só resta a esperança por dias melhores, mas as perspectivas não são nada boas para os desempregados.