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Tag: Estratégia

Entenda como o planejamento estratégico pode auxiliar na tomada de decisões dentro de sua empresa

Na era da globalização, a instantaneidade das informações passam rapidamente pelos polos do mundo em questão de segundos. Nesse sentido, quem mantém domínio e melhor manuseio e organização dessas informações consegue se destacar. É semelhante o cenário numa empresa. Quem consegue usar os recursos de um empreendimento de forma organizada e inteligente estará a frente no mercado competitivo. Para isso, é imprescindível o planejamento estratégico.

Investir não apenas em planejamento estratégico, mas também em profissionais com experiência nessa área é o que trará o diferencial ao seu empreendimento. Levantar tanto oportunidades e pontos fortes quanto fraquezas e ameaças de seu negócio é o que poderá fornecer informação e conhecimento necessário para auxiliar na tomada de decisões.

A partir desse planejamento, o gestor será capaz de iniciar projetos que visem ultrapassar a concorrência com facilidade. É importante que a equipe trabalhe motivada e com muita proatividade para analisar e selecionar a metodologia mais eficiente a ser empregada no planejamento para alcançar as metas estipuladas durante o planejamento do projeto.

Com um planejamento bem elaborado e inovador em mãos, pode-se apresentá-lo ao diretor responsável e, com uma boa orientação de como melhor aplicar o projeto em questão, as decisões podem ser tomadas de maneira eficiente e dinâmica. É importante lembrar que no mundo dos negócios, tomar decisões, antes de ser um ato de liderança, é um ato de sobrevivência tanto por parte da gestão quanto por parte da equipe operacional ou estratégica. É preciso ressaltar que as empresas também estão inseridas na sociedade da informação e do conhecimento. Esta realidade contemporânea influencia tanto os métodos de planejamento estratégico quando as tomadas de decisões, já que os ambientes tornam-se mais instáveis.

É exigido, nesse cenário constantemente mutável, que o gestor tenha noção das dinâmicas organizacionais e que não tenha medo de tomar decisões arriscadas. Além disso, é fundamental saber que pode-se contar com os colaboradores para decidir o melhor caminho a ser traçado – decisões em grupo tornam mais fáceis encontrar alternativas aplicáveis.

Tomar decisões é um processo demorado e que exige diversas camadas de preparação e análise. Como gestor, é preciso ter a disposição de estar envolvido e ciente do que acontece em cada processo do planejamento estratégico.

Dessa maneira, você conseguirá seguir o caminho organizado no planejamento estratégico e estar em sintonia com o que foi delimitado e estudado pelos colaboradores. Seguindo esses passos, a empresa alcançará resultados a longo prazo e o gestor poderá essencialmente tomar decisões baseadas no planejamento estratégico.

Enviado por: Rafaela Roque Fernandes

Resenha – Lições de estratégia nas organizações

38054450_2099419603404635_1648484610859859968_nTítulo: Lições de estratégia nas organizações

Autor: Luís Gaj

Gênero: Administração

Páginas: 244

Ano: 2017

Este livro relata 27 casos considerados estratégicos, vivenciados pelo autor em sua trajetória profissional. Casos reais e específicos a determinados momentos em que aconteceram, e que decisões estratégicas foram aplicadas. O livro mostra em detalhes as intimidades de cada caso e são listadas as lições que se obtêm deles. O objetivo deste texto é que estas lições sejam de utilidade para profissionais, executivos e organizações em suas decisões estratégicas. É dividido em duas partes: a primeira apresenta o relato, a descrição de 27 casos, detalhando os objetivos, as decisões estratégicas tomadas e os resultados alcançados. A segunda parte apresenta um resumo ilustrativo, conceitos e figuras que podem ser úteis para executivos, profissionais e empresas preocupados com o futuro e o desenvolvimento.

Opinião: Os casos descritos no livro dão exemplos de como a estratégia pode fazer a diferença nos resultados obtidos pela empresa. Uma estratégia correta pode colocar a empresa entre as líderes de mercado. Da mesma maneira uma estratégia errada pode manter a empresa viva por algum tempo, mas a quebra é quase certa.

O autor mostra sua experiência vivida durante toda sua carreira onde foi consultor em grandes empresas nacionais e até internacionais.

Cada caso mostra uma empresa diferente e as estratégias que levaram ela a ser líder de mercado ou ainda a fecharem as portas.

Veja como empresas conseguiram transpor gerações mesmo enfrentando dificuldades com a economia do país e com o desenvolvimento tecnológico.

A segunda parte do livro trás conceitos úteis para todos os profissionais e executivos que estão preocupados com o futuro de suas empresas. Afinal, apenas o fato de ser líder do mercado hoje não garante que a empresa ainda existirá em vinte anos.

BSC – Balanced Score Card

O Balanced Score Card – BSC é uma ferramenta que foi desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton no ano de 1992, a princípio foi o resultado de um estudo com duração de um ano realizado em 12 empresas que acreditavam que os indicadores utilizados não apresentavam perspectivas para agregar valor econômico para as mesmas.

O BSC acabou se tornando uma ferramenta de gestão e que hoje é utilizado por muitas empresas no mundo inteiro.

Kaplan e Norton definiram inicialmente o BSC como um sistema de mensuração do desempenho e posteriormente, como um sistema de gestão estratégica. O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as operações operacionais da empresa.

O BSC possui quatro perspectivas: financeira; clientes; processos internos; aprendizado e crescimento.

BSC

Ou seja, o BSC inclui todos os processos, estratégias, estrutura organizacional, missão, visão, valor, objetivos, metas, satisfação do cliente, motivação dos funcionários, avalição de desempenho, relacionamento com clientes e fornecedores, etc.

Como podemos ver na figura ao lado, todas as quatro perspectivas estão ligadas uma a outra e compõem a visão e estratégia da empresa.

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As 5 Forças de Porter

As 5 Forças de Porter foi criada por Michael Porter em 1979 para analisar a competição entre as empresas, sendo que as cinco forças devem ser estudadas para que a empresa possa definir suas estratégias e continuar competitiva no mercado.

Cinco Forças de Porter

Forças de Porter

As cinco forças são:

Poder de barganha dos   fornecedores: A menos que não seja realmente possível, mas as empresas devem evitar ter apenas um ou dois fornecedores, se a empresa tiver apenas um fornecedor, caso ocorra falência ou aumento elevado dos preços, a empresa encontrará dificuldades para manter seus compromissos e o aumento de preços se for acima da média, o mesmo não poderá ser repassado totalmente ao cliente. Alguns fornecedores inevitavelmente são únicos no mercado, portanto eles podem dificultar a aquisição dos produtos. Outras empresas fecham acordos exclusivos para vender seus produtos unicamente para certas empresas, isso impedirá que outras empresas disponham do produto para vender aos seus clientes, consequentemente se o cliente quiser aquele produto específico a empresa perderá a venda.

Rivalidade entre concorrentes: A rivalidade entre concorrentes é uma coisa normal e determina a competitividade do mercado. A guerra de preços é apenas uma das consequências, além disso as empresas investem agressivamente em marketing para ganhar clientes da concorrência. Muitas empresas pequenas não conseguem sobreviver, pois não conseguem competir com as grandes do mercado, outras se unem para poder competir de igual para igual. Muitas vezes o maior beneficiado é o cliente, pois quanto maior a concorrência, menor será o preço ao consumidor.

Ameaça de novos entrantes: A entrada de novas empresas no mercado pode significar a redução da fatia de mercado das empresas já existentes, consequentemente isso reduzirá a lucratividade dessas empresas. Alguns setores criam barreiras para impedir que outros entrem no mercado. Por ex: uma empresa pode ter um acordo com a prefeitura impedindo ou dificultando a entrada de uma nova empresa na cidade. Uma grande empresa varejista pode “roubar” a fatia de mercado de várias empresas pequenas obrigando-as a fecharem suas portas.

Poder de barganha dos clientes: Os clientes querem qualidade, preços baixos e garantia dos serviços prestados, isso provoca rivalidade entre concorrentes. O cliente faz um orçamento em certa empresa e depois vai em outra pedindo para que ela venda pelo mesmo preço. Muitas vezes o cliente quer pagar o preço mais baixo encontrado, porém pode ser que a marca e a qualidade do produto seja muito inferior, nesse caso a empresa não poderá cobrir o preço, isso pode ocasionar prejuízos pois a empresa estaria vendendo a baixo de custo.

Ameaça dos produtos substitutos: Os produtos substitutos são aqueles que podem substituir aqueles já existentes oferecendo preços mais baixos e mais benefícios. Uma empresa pode ser líder de vendas naquele segmento, de repente surge um novo produto e suas vendas sobem rapidamente. Se a empresa não estiver preparada, sua fatia de mercado irá diminuir consideravelmente assim como seus lucros. Se o novo produto for resultado de anos de pesquisa, a empresa que já estava no mercado não terá tempo hábil para começar a competir com o novo produto. As empresas devem estar atentas ao ambiente externo para evitar que isso ocorra, caso contrário os produtos podem ficar obsoletos e o prejuízo será a única certeza da empresa.

PORTER, Michael. Estratégica Competitiva. São Paulo: Campus, 2005.

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