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Tag: Combustíveis

Reajuste do salário mínimo

A partir de janeiro de 2015 o salário mínimo foi reajustado em 8,8% elevando assim o valor R$ 724,00 para R$ 788,00.

O reajuste é mais uma vez pouco acima da inflação, pouco mesmo, pois a inflação de 2014 foi acima de 6%. Portanto, o reajuste real é de aproximadamente 2%.

Salário mínimo

Salário Mínimo

O Governo diz que continua com a valorização do salário mínimo, porém a inflação acumulada apenas neste início de ano já corroeu o aumento que o trabalhador recebe.

A energia elétrica sofreu reajuste acima de 20% no início de 2015 e ainda está previsto um novo reajuste para o mês de abril.

Os combustíveis também tiveram reajuste no início do ano. Certo, mas você pode dizer que quem recebe apenas um salário mínimo não possui veículo. Pode ser, mas utiliza transporte público e este utiliza combustível, a alta no preço dos combustíveis pressiona o preço do transporte que pode sofrer reajustes.

Os alimentos também ficam mais caros, a produção tem aumento de custos por decorrência do aumento da energia elétrica, o transporte fica mais caro por causa do preço dos combustíveis, no final das contas o poder de compra do trabalhador pode não sofrer alteração.

Além de ganhar pouco, quem depende do salário mínimo ainda tem que torcer muito para não perder o emprego, esse pode ser uma reflexo do desempenho econômico atual do país. Perder o emprego se tornou uma verdadeira tragédia depois do pacote de mudanças no seguro-desemprego. Principalmente se você está no primeiro emprego e ainda não atingiu 18 meses de trabalho, anteriormente bastava ter apenas 6 meses de carteira assinada para ter direito ao benefício.

O aumento do salário mínimo beneficia muito mais quem recebe vários salários, ou seja, se você ganhar uma ação na justiça e ela for calculada no salário mínimo você pode ser beneficiado. Por outro lado se você tiver que pagar um advogado em salário mínimos você sairá prejudicado.

Veja também: É possível viver com um salário mínimo?

Preço do Petróleo cai, mas preço do combustível aumenta no Brasil

Preço da gasolina

Aumenta imposto da gasolina

O preço da gasolina e do óleo diesel já estavam bastantes altos, mesmo o Governo dizendo que a Petrobras estava tendo prejuízos por causa dos preços praticados que estavam abaixo do mercado Internacional.

No entanto, nos últimos meses o preço do barril de petróleo caiu no mundo inteiro, fato este que fez o preço da gasolina cair muito em alguns países pelo mundo. Este é o caso dos Estados Unidos onde o preço da gasolina caiu muito com a queda do petróleo.

Mesmo com a queda do petróleo, no Brasil em momento algum foi cogitado a queda nos preços dos combustíveis, muito pelo contrário, no final do ano de 2014 houve um aumento e agora no início de 2015 o Governo dá outro golpe nos brasileiros. O Governo anunciou um aumento de impostos nos preços dos combustíveis, R$ 0,15 para o litro do diesel e R$ 0,22 para a gasolina. Este reajuste é para as refinarias, mas certamente que será totalmente repassado para o consumidor. Aliás, o preço para o consumidor certamente será maior.

O aumento da gasolina prejudica muito quem precisa do veículo para o trabalho e o aumento do preço do diesel que já estava bastante alto pode desencadear aumento de preços em vários setores. Já que o aumento do diesel aumenta o custo do transporte de produtos por rodovias.

Como se sabe no Brasil o preço dos combustíveis em grande parte é formado por impostos, esperar que o preço caísse é o mesmo que acreditar em Papai Noel. Afinal, de algum lugar o Governo precisa tirar dinheiro para cobrir os rombos da Petrobras e fraco crescimento do país. O lugar escolhido foi o bolso do cidadão.

Cadê o Pré-sal? O Brasil não ia ser um dos campeões de produção de petróleo? Tem especialista dizendo que a exploração do Pré-sal é simplesmente inviável no preço que o petróleo está atualmente.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/13/politica/1421170670_187160.html

Governo Desonera o Etanol: mas avisa que preço ao consumidor não deve cair

Redução dos preços do etanol

Etanol

Isto é fato, mesmo com a redução de impostos para o setor de álcool e de açúcar o preço ao consumidor final não deve cair. Aliás, a redução de impostos têm como principal objetivo socorrer as industrias de etanol e de açúcar, aumentar a produção e a oferta do produto no mercado. Pode-se dizer que com a descoberta do pré-sal o Governo deixou de lado os investimentos em biocombustíveis, além disso o setor enfrentou problemas climáticos durante a produção e enfrenta problemas com a falta de competitividade do produto frente a gasolina.

Não adianta ter aumento da produção se o preço do etanol não for competitivo, ou seja, deve custar menos que 70% do preço da gasolina. Se custar 70% do litro da gasolina, tanto faz abastecer com álcool ou com gasolina. Tem que ser realmente vantajoso para que o consumidor encha o tanque com álcool.

Outra medida que o Governo volta a tomar é o aumento da percentagem de álcool na gasolina, mais uma vez a gasolina passa a ter 25% de álcool em sua composição. A medida visa reduzir o preço da gasolina tendo em vista que o álcool é mais barato e também visa aumentar o consumo de álcool.

Mesmo com essas medidas não existe promessa de redução nos preços para o consumidor, o que na minha opinião é um tremendo erro quando querem aumentar a oferta do produto. Se existe maior oferta os preços devem baixar, é a lei da oferta e da procura.

Por outro lado, se a indústria achar que o etanol não é vantajoso, simplesmente eles produzem açúcar e fica praticamente tudo como está. Pelo menos o consumidor não precisa ficar com medo de falta de combustíveis nos postos, se falta etanol é so encher o tanque com gasolina, pois atualmente quase todos os veículos saem de fábrica com motores bicombustíveis.

Veículo Bicombustível: vantagens e desvantagens

Em 2003 surgiram os veículos com motor bicombustível, com certeza grande parte dos brasileiros comemoraram a possibilidade de possuir um veículo com duas opções de combustível, afinal o álcool sempre custou menos do que a gasolina. Passados 8 anos da novidade, atualmente a maioria dos veículos produzidos saem de fábrica com motor bicombustível, Flex, Total Flex, Power Flex, são diversos os nomes, porém todos tem a mesma função de permitir ao proprietário do veículo a escolha do combustível que ele prefere abastecer.

Mas quais são as vantagens e desvantagens que os veículos bicombustíveis apresentam para o consumidor.

Vantagens: a principal vantagem do veículo bicombustível é que o consumidor não corre o risco com a falta de um dos dois combustíveis, se faltar álcool é só encher o tanque com gasolina e vice versa. Antigamente quem tinha veículo movido apenas a álcool enfrentou o problema do desabastecimento e não tinha outra opção para abastecer. Outra vantagem é que o consumidor pode optar por aquele combustível que está mais barato.

Desvantagens: a principal desvantagem do veículo bicombustível é que a eficiência do motor diminui, apesar de existir a opção de dois combustíveis, obviamente que a mistura dos combustíveis no tanque prejudica o desempenho do motor, o correto seria utilizar apenas um combustível. Outra desvantagem é que com o aumento do consumo de álcool, a oferta do produto diminuiu consideravelmente e na maioria das vezes não é vantajoso abastecer com álcool.

O governo fez muita propaganda do álcool, mas esqueceu de fazer o planejamento, a produção brasileira de álcool não acompanhou o crescimento do consumo, o Governo foi obrigado a reduzir a mistura de álcool na gasolina e foi obrigado a importar álcool para abastecer o mercado brasileiro. Como consequência da redução de álcool na gasolina, e aumento do consumo de gasolina ocasionado pelo alto preço do álcool, o Governo também foi obrigado a importar gasolina para abastecer o mercado brasileiro.

Portanto faltou planejamento, o Governo fez enorme propaganda sobre a auto-suficiência de petróleo alcançada pelo Brasil em 2006 e sobre a descoberta do Pré-sal, porém até agora o consumidor não vê reflexos disso, continua pagando preços absurdos pelo combustível e o Governo tendo que importar combustível para evitar o desabastecimento do mercado brasileiro.

Redução de Impostos? Só no papel

Redução da CIDE

O governo mais uma vez reduziu a CIDE, que  é um tributo que incide na importação e comercialização da gasolina. O valor cobrado era de 0,23 centavos por litro de gasolina, agora será de 0,19 centavos por litro, no entanto segundo o governo, o preço final para o consumidor não terá alterações.

Além da redução da CIDE, haverá também redução da mistura de etanol na gasolina, a partir de 1º de outubro o percentual de etanol na gasolina cairá de 25% para 20%, essa medida deve-se ao fato da produção do etanol não ser suficiente para abastecer o mercado, correndo-se risco de desabastecimento de etanol.

O governo alega que terá perda de arrecadação de 50 milhões de reais em 2011, com a redução da CIDE, porém a perda deve ser compensado com aumento do consumo da gasolina.

O aumento do consumo de gasolina obriga a Petrobrás a importar o produto para atender o mercado, pois a sua capacidade está no limite, ou seja, o consumo é maior do que a capacidade produtiva. Portanto, existe falta de planejamento, a produção de etanol também não é suficiente para atender a demanda. A única vantagem dos carros bi-combustíveis é nessa ocasião, se houver falta de um combustível, abastece-sse com o outro.

O contribuinte não tem escolha, tem que pagar o preço que está na bomba, quando existe alta do Dólar, aumento internacional do petróleo, crise econômica, falta de produto, o aumento dos preços é empurrado para cima dos cidadãos, porém quando o barril de petróleo tem seu preço reduzido, quando o Dolár está em queda, ninguém vê falar em redução do preço dos combustíveis.

A Produção de Combústíveis e a Falta de Planejamento

Falta de combustível

Estamos em plena safra de cana-de-açucar e mesmo assim os preços do álcool “etanol” não param de subir, coisa que não deveria acontecer. No entanto mesmo estando em plena produção de álcool, a demanda pelo combustível aumentou mais do que a sua produção. A expectativa é de que a produção dos próximos anos não seja suficiente para suprir a demanda do produto. O resultado disso é que os preços estão subindo acima da inflação, na maioria dos Estados não é vantajoso abastecer com álcool, pois o seu preço deve ser de no máximo 70% do valor da gasolina, portanto aqueles que sabem disso migram para a gasolina, pois hoje em dia isso é possível com os veículos Flex, porém o consumo de gasolina também aumentou nos últimos anos, a Petrobrás diz que a capacidade de suas refinarias está no limite, para suprir a demanda será necessária a importação do produto. O resultado de tudo isso é que o consumidor está no prejuízo, a falta de planejamento dos orgãos responsáveis que não foram capazes de prever esse aumento de consumo é extremamente preocupante. Hoje em dia praticamente todos os veículos possuem motores Flex, a produção em massa desses motores começou em 2003, portanto era óbvio que o consumo aumentaria, por outro lado a Petrobrás também errou em seus planejamentos, aquele blá blá blá de auto-suficiência em Petróleo não deu em nada, e a grande descoberta da camada Pré-sal ainda não modificou em nada a disponibilidade de combustíveis. Querem aumentar as vendas de veículos, mas esquecem de que eles precisam de combustíveis para andar.

Gasolina: bicombustíveis e a alta do preço do petróleo

Infelizmente, mais uma vez vemos o preço da gasolina subindo, é verdade que o barril de petróleo lá fora aumentou muito devido aos conflitos em alguns países como a Líbia, mas será que alguém se lembra do preço da nossa gasolina ter sido reduzido quando aconteceram quedas no preço do barril lá fora, pelo menos eu não me lembro. A PETROBRAS sempre diz que não é culpada pelo alto preço do produto, mas então por que então esse aumento de preço, a verdade é que a procura pela gasolina cresceu muito devido ao alto preço do álcool, todas aquelas pessoas que abasteciam com álcool passaram a encher o tanque com gasolina, pois o álcool não compensava. Chegou até a faltar gasolina em alguns postos de São Paulo, a soma desses fatores, alta do barril de petróleo, maior consumo de gasolina, alta no preço do álcool, pois 25 % da gasolina é composta de álcool, tudo isso fez com que o preço da gasolina fosse reajustado.

Outro dia levei um susto quando olhei para a bomba e vi que a gasolina estava R$ 0,16 centavos mais cara, R$ 3,20 por apenas um litro de gasolina, se eu tivesse um carro bicombustível colocaria álcool, daria na mesma coisa, pois o álcool rende apenas 70 % do que rende um litro de gasolina, então para que serve os veículos bicombustíveis, na minha opinião a única utilidade que eles tem é a possibilidade de encher o tanque com álcool se chegar a faltar gasolina, fora isso é só ilusão, afinal quase nunca compensa abastecer com álcool, e quando compensa a diferença economizada é muito pouca, o mais triste é saber que isso dificilmente mudará, se fizessem carros que tem o mesmo rendimento utilizando álcool ou gasolina, todos colocariam apenas álcool no tanque por ser mais barato, resumindo, faltaria álcool no mercado, e caso não faltasse a PETROBRAS teria que vender sua gasolina para o exterior. Todo ano é a mesma desculpa, na entressafra falta cana-de-açúcar e o preço do álcool sobe, sem falar que as vezes as indústrias preferem produzir açúcar pois é mais vantajoso.

Brasil auto-suficiente em produção de petróleo! O que o povo ganha com isso?

Em 2006 o Brasil alcançou a autossuficiência em produção de petróleo, feito comemorado com euforia pelo Governo Federal, mas quais são os benefícios que a autossuficiência de petróleo trouxe para o Brasil desde então. Para o consumidor é lógico que o primeiro pensamento que veio a sua cabeça foi que o preço especialmente da gasolina iria cair, pois o Brasil não iria mais precisar importar petróleo, mas como alegria de pobre dura pouco, tão logo a autossuficiência foi anunciada em seguida foi anunciado que os preços da gasolina e do diesel não deveriam cair, pois se isso ocorresse a Petrobras perderia sua capacidade de novos investimentos. Portanto, isso traria riscos para a manutenção da própria autossuficiência.
A autossuficiência não gera benefícios para o povo, mas os gastos exorbitantes com propagandas fizeram de tudo para o povo acreditar que isso seria bom para os brasileiros.
Quando a produção aumenta, supõe-se que a oferta do produto aumenta, e os preços podem ser reduzidos, mas não é isso que está acontecendo com os combustíveis derivados de petróleo. Houve uma época em que os preços do barril subiram absurdamente no exterior e a Petrobras não repassou o aumento para o consumidor, mas quando o preço caiu a empresa alegou que não podia baixar os preços para que assim pudesse reverter o prejuízo anterior. O problema é que durante um bom tempo o preço da gasolina acompanhou a alta do petróleo, mas sempre que existe queda no mercado exterior o preço não diminui para o consumidor final. Não adianta ser apenas autossuficiente, é preciso ser eficiente, diminuir os custos de produção, mas como a concorrência é pequena, não existe competição com outras grandes empresas do setor, os preços são controlados pela PETROBRAS, sendo o governo federal seu acionista majoritário.
Recordes de lucro não trazem benefícios para o povo, mas apenas para os acionistas da estatal. O povo não quer saber de autossuficiência, mas sim de preços acessíveis e produtos de qualidade.

Bicombustíveis

Em 2003 foi lançado no Brasil o primeiro carro com motor bicombustível, uma notícia muito boa para aqueles que pretendiam ter um carro que utilizasse combustível mais barato, sem correr o risco do desabastecimento de álcool no mercado como aconteceu nos anos 80 com o Pró-álcool, quando os usineiros preferiram produzir açúcar em vez de álcool, pois era mais vantajoso. Com isso as pessoas que possuiam carro a álcool não conseguiam abastecer seus veículos. Para o meio ambiente o biocombustível também é melhor, porque polui menos, mas para os brasileiros em geral, a tecnologia bicombustivel não está sendo tão vantajosa assim. Em primeiro lugar, os motores dos veículos em geral andam 30% a menos utilizando álcool, ou seja, por exemplo, se usa a gasolina o rendimento é de 10 KM por litro, se usa álcool anda apenas 7 KM por litro. Portanto para ser vatajoso o álcool deve possuir preço de no máximo 70% do preço do litro da gasolina, coisa qua não está acontecendo atualmente. Em todo o Brasil, atualmente apenas no Estado de Mato Grosso está sendo vantajoso abastecer o carro com álcool. Então onde está o problema? A questão é que atualmente quase todos os carros saem de fábrica com motores bicombustíveis, sendo o álcool mais barato as pessoas preferem abastecer com esse combustível. A grande procura pelo álcool diminui a oferta do produto no mercado, o que causa o aumento do preço do produto. Ainda para o consumidor existe o aumento do preço do açúcar, e todos os produtos que são produzidos com esse ingrediente. Aliada a queda de produção de açúcar em outros países o preço do açúcar aumentou mais de 100%. Resumindo, não existe vatagem para o consumidor final, abastecer com álcool quase não compensa. Para compensar os engenheiros teriam que inverter essa situação, fazer motores que tivessem a mesma eficiência com os dois combustíveis, mas se o álcool fosse mais vantajoso, ninguém mais iria querer abastecer com gasolina, gerando falta do produto no mercado, elevação dos preços, e descontentamento dos produtores de gasolina gerando uma crise econômica. Portanto isso só pode ser resolvido no dia em que acabarem as reservas de petróleo no mundo, e os biocombustíveis sejam a única solução para abastecer os veículos. 

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