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Tag: Administração pública

O que um administrador público faz? Saiba mais sobre essa carreira

O curso de administração carrega o estigma de ser uma das graduações mais fáceis ou a que as pessoas escolhem quando não sabem que profissão seguir. Os números não mentem, segundo o Censo da Educação Superior divulgado em maio pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de administração está em primeiro lugar nas escolhas dos brasileiros, representando 11,9% das matrículas.

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 E nos dias de hoje onde as pessoas vão para pesquisar sobre o curso que pretendem fazer? Para a internet, é claro. E como lá é um ambiente guiado por números, não é difícil descobrir qual o assunto mais procurado. E a administração dispara na frente mais uma vez, segundo o Google Trends, uma ferramenta que mostra o volume de buscas de determinada palavra, o termo ‘administração pública’ ocupa o segundo lugar no ranking dos termos relacionados a administração mais procurados dentro do site de buscas.

Este segmento está diretamente ligado com a administração em si, pois no curso são ensinadas técnicas que devem ser aplicadas de acordo com a empresa onde a pessoa atua. É o que explica Paulo do Valle, ex conselheiro do CRA/MS e professor da Universidade Católica Dom Bosco, “O curso têm por vocação, formar profissionais que, em tese, podem atuar em diversas áreas do conhecimento com foco na gestão. Quando um profissional é contratado por uma empresa, o mesmo deve adaptar suas habilidades conceituais a necessidade da empresa, pois teve a oportunidade de conhecer áreas de gestão na formação” diz.

O principal campo de trabalho de um administrador público são os órgãos federais, municipais ou estaduais, ministérios, secretarias e concessionários de serviços públicos. Atuando em áreas como saúde, educação, habitação, cultura e assistência social. Dentro dessas áreas, o profissional pode atuar de diversas maneiras, tais como:

Consultoria pública: Planeja ações institucionais que podem reduzir os custos administrativos, ampliando assim a abrangência e os benefícios das políticas públicas.

Empresas de terceiro setor: São aquelas sem fins lucrativos onde, o administrador público, pode implementar programas e projetos, além de planejar licitações públicas e intermediar o contato entre a empresa de terceiro setor e o Estado.

Empresas privadas: Nelas o administrador atua na prestação de serviço para órgãos governamentais, realizando atividades que integram a iniciativa privada e o poder público, em projetos de gestão ou programas de responsabilidade social.

Gestão de políticas públicas: Estabelece diretrizes para programas e encaminha para os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, soluções para problemas sociais nas áreas de educação, saúde, assistência social, etc.

Política: Pode ser assessor de deputados estaduais e federais, senadores, vereadores, prefeitos e governadores, atuando em gabinetes oficiais e auxiliando-os na elaboração de política públicas.

Serviço Público: Administra os setores orçamentários e contábeis dos órgãos públicos, além de realizar licitações e contratos administrativos e gerenciar a ligação entre órgãos públicos e privados.

Para ingressar em uma carreira dentro do setor público, ou seja, trabalhando diretamente no governo existem duas maneiras: por meio de concurso público ou ocupando cargos de confiança. Com relação aos concursos, a prova atesta os conhecimentos teóricos e não a prática ou experiência na área que o profissional têm, o que pode se tornar um problema com o passar do tempo. O lado positivo, é que o concurso traz consigo uma estabilidade financeira.

O outro caso, em que o profissional é indicado para ocupar algum cargo de confiança também pode gerar problemas, como por exemplo um indivíduo ser nomeado para trabalhar com finanças sem nunca ter atuado na área.

Outra maneira de seguir a carreira é trabalhando em empresas privadas mas que prestam serviço ao governo, o chamado segmento do terceiro setor. Neste caso a forma de contratação não é por concurso público, o candidato deve mandar seu currículo e aguardar o contato para uma entrevista.

Apesar de ser uma área tão abrangente, o professor Paulo do Valle alerta para uma escassez de profissionais no mercado “A falta de conhecimento, que neste caso depende mais do profissional, faz a gestão pública contratar agentes sem qualificação, tornando o serviço encontrado na maioria dos órgãos públicos o que ele é hoje” comenta. A opinião do professor é comprovada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta que dos 5.570 municípios existentes no país, cerca de metade não possui um administrador público nos quadros administrativos das prefeituras.

Além do curso de administração, que capacita o profissional para trabalhar no setor público, existe o bacharelado em administração pública, os dois cursos possuem muitas disciplinas em comum, como economia e estatística e administração financeira. Ambos têm duração de quatro anos.

Tomada a decisão de seguir nessa área, é preciso dedicação e foco, o professor Paulo também aconselha “Não deve-se ter medo. É essencial compreender como a empresa pública funciona, da mesma forma que as demais empresas privadas que também possuem seus modelos de gestão. Atente-se apenas para o fato de que a empresa pública é regida por leis e isso é crucial para desempenhar bem o trabalho” finaliza.

Post escrito por: Jacqueline Gonçalo

Administração Patrimonialista

      A administração patrimonialista é a mistura do que é público com o que é privado, ou seja, é o caso onde os gestores utilizam recursos públicos para fins particulares. Um exemplo claro é a utilização de veículo público para buscar os filhos na escola, ou empregar conhecidos em cargos comissionados em troca de favores políticos.

      Apesar de existirem leis que visam banir o patrimonialismo na administração pública, os gestores utilizam várias artimanhas para driblar a lei. O nepotismo prática de empregar parentes em cargos públicos é proibido pela Constituição Federal de 1988. No entanto, muitas vezes ocorre a prática de nepotismo cruzado. O gestor não pode empregar seus parentes, assim seu amigo emprega-os, e para retribuir o gestor emprega os parentes do amigo.

      A prática de nepotismo é considerada prejudicial a eficiência da administração pública. O fato de empregar parentes sem qualquer tipo de critério permite que pessoas sem qualquer tipo de qualificação ocupem cargos de carreira ou de confiança na administração pública. O ingresso no serviço público unicamente através de concurso público é a forma de evitar que este tipo de situação aconteça, a única forma de nepotismo ainda aceita é a nomeação da primeira dama para o cargo de secretária de assistência social. Porém, ocorrem situações em que o quadro efetivo de servidores não está completo e a demora em realizar concurso público obriga a administração pública a contratar servidores por tempo determinado, é neste caso que podem ocorrer as fraudes e contratação de pessoas previamente selecionadas de acordo com a preferência do gestor.

      As licitações públicas são sempre alvo de possíveis irregularidades, onde empresas que financiaram campanhas acabam vencendo licitações duvidosas, ou mesmo quando a empresa vencedora pertence a algum parente do gestor.

      Muitas vezes são criadas empresas de fachada apenas para oferecerem serviços que serão contratados pelo gestor a fim de aumentar seus ganhos, pois sendo a empresa apenas fachada os recursos na verdade retornarão a ele mesmo.

      O patrimonialismo existe ainda em grande escala e apesar de ser considerado modelo de administração ultrapassado, muitos gestores ainda insistem em manter seus traços na administração pública. Alguns ingressam na vida pública e querem fazer tudo da mesma maneira que faziam na vida privada, assim misturam as coisas e acabam cometendo nepotismo, corrupção, favorecimento e várias outras coisas que se incluem no modelo de administração patrimonialista.

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