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Categoria: Economia (page 1 of 20)

Aprovado auxílio de R$ 600,00 para autônomos e informais durante pandemia

“O Senado aprovou nesta segunda-feira (30) o projeto que vai garantir uma ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais durante três meses  (PL 1.066/2020), por causa da pandemia do #coronavírus. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou relatório favorável ao projeto. Para começar a valer, o texto precisa ser sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. As regras para o pagamento devem ser divulgadas em breve pelo governo federal”.

auxílio

Quais serão os valores pagos e quanto tempo durará o benefício?

Cada pessoa que se encaixar nos critérios estabelecidos pelo governo terá o direito de receber o valor de R$ 600,00 por mês pelo período de 3 meses. A duração do benefício pode vir a ser renovada pelo governo, caso seja necessário.

Cada família poderá acumular no máximo dois benefícios, ou seja, R$ 1.200,00. Mas se a mulher sustentar o lar sozinha terá direito a R$ 1.200,00.

Fique claro que não são todas as pessoas que terão direito ao benefício. Se você não se encaixa nos critérios, mesmo que esteja desempregado, ainda assim não terá direito a receber quaisquer valores.

Quem tem direito a receber o benefício?

I.trabalhadores que não têm carteira assinada;

II.microempreendedores individuais;

III.desempregados, que tenham mais de 18 anos e se enquadrem nos critérios do CadÚnico (Cadastro Único);

IV. contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social

IV.Microeempreendedor Individual (MEIs);

V.Trabalhador intermitente sem vínculo ativo;

Quem não pode receber:

I.Funcionários públicos;

II.Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada);

III.Quem já recebe seguro-desemprego;

IV.Aposentados ou pensionistas;

V.Família com renda mensal total superior a três salários mínimos (R$ 3.135);

VI.Família com renda per capita (por membro da família) maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);

VII.Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018

Como será feito o pagamento?

A Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, agências lotéricas e Correios farão o pagamento. Apesar disso, o sistema para concessão dos benefícios ainda não está pronto e a população não deve procurar às agências bancárias antes de ter certeza de que o benefício está liberado.

O Coronavírus e o caos na economia mundial

O efeito do Coronavírus na economia pode ser mais devastador do que o próprio número de vítimas.

A pandemia de Covid-19 (Coronavírus) está transformando o mundo em um verdadeiro caos. Em menos de 3 meses a doença que surgiu na China se espalhou para quase todos os países do planeta. Talvez isso pudesse ser evitado se a China tivesse reconhecido a gravidade da situação e fechado suas fronteiras, principalmente aeroportos para voos internacionais, antes que a doença fosse espalhada, disseminada para outros países.

Coronavírus

Hoje a China pode ser considerada um país que está com a situação sob controle, mesmo sendo o país com maior registro de casos até o momento. Com mais de 81.000 casos confirmados, hoje a China tem pouco mais de 5.500 casos ativos e apenas 3.261 casos fatais. Números absurdamente baixos considerando que a China é o país mais populoso do mundo com quase 1.4 bilhão de habitantes.

A economia chinesa também foi afetada pelo surto de Covid-19, assim como todos os países onde o número de casos é alarmante. Voos estão sendo cancelados pelo mundo inteiro, fronteiras estão sendo fechadas, comércios e indústrias estão reduzindo as atividades ou paralisando totalmente.

Só que nem tudo pode parar, a produção de alimentos, remédios, combustíveis, entre outros produtos não parar de ser produzidos, muito menos de serem distribuídos. Supermercados e atacadistas não podem fechar totalmente suas portas, mas devem tomar atitudes a fim de evitar excesso de aglomeração em seus ambientes. O transporte por via terrestre também não pode parar, principalmente num país como o Brasil, onde a maioria das cidades dependem exclusivamente de caminhões para que os insumos básicos cheguem até a população.

Os efeitos na economia já podem ser sentidos, empresas estão dando férias para empregados, outras estão fechando momentaneamente as portas obedecendo a decretos dos governos. Eventos de nível mundial estão sendo cancelados por toda aparte. Campeonatos de futebol e qualquer outro esporte estão sendo adiados.

Os reflexos de tudo o que está acontecendo vão impactar fortemente a economia mundial. Calcula-se que serão necessários alguns meses até que as coisas comecem a se normalizar. O mundo já passou por pandemias muito piores do que a atual, mas foi em uma época em que não haviam remédios e nem meios para evitar que a doença causasse milhões de mortes, a Peste negra que dizimou cerca de 1/3 da população do continente europeu (entre 25 e 75 milhões de pessoas) na Idade média e a gripe espanhola que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas entre 1918 e 1919.

Números como esses não devem acontecer com o Covid-19, mesmo assim seu efeito será devastador na economia mundial e na vida de muitas pessoas.

Acompanhe o site criado pela Microsoft e veja a situação mundial, dados do números de casos e mortes por Coronavírus

IBGE vai realizar Censo 2020 para contagem populacional

Depois de 10 anos, o IBGE vai realizar Censo para contar a população brasileira. São mais de 208 mil vagas para agente censitário e recenseador.

IBGE vai realizar Censo

Há vagas em todos os municípios do país. As inscrições começaram no dia 5 de março, e vão até 24 de março. São dois processos seletivos, para Agentes Censitários Municipais / Agentes Censitários Supervisores (nível médio) e para Recenseadores (nível fundamental).

As inscrições serão via internet, pelo site da organizadora do Processo Seletivo, o Cebraspe.  A taxa de inscrição para as funções de nível médio é de R$ 35,80 e para Recenseador, de R$ 23,61. Os valores podem ser pagos em qualquer banco, casa lotérica ou pela internet. Esses profissionais irão trabalhar na coleta de informações do Censo 2020, entrevistando os moradores de todos domicílios brasileiros. O quadro com a distribuição das vagas pode ser encontrado no site Agencia de notícias do IBGE

As vagas são temporárias e os contratos terão duração prevista de três meses (Recenseador) ou de cinco meses (Agentes Censitários Municipais / Agentes Censitários Supervisores), podendo ser renovados de acordo com as necessidades do IBGE e a disponibilidade orçamentária. Os profissionais contratados temporariamente pelo IBGE também terão direito a férias e 13º salários proporcionais, de acordo com a legislação em vigor e conforme o estabelecido pelos editais para ACS / ACM e para Recenseadores.

Um detalhe importante: as pessoas que trabalharam recentemente como temporários, para o IBGE ou qualquer outro órgão público, também poderão ser recontratados, caso sejam aprovados nesses processos seletivos do Censo 2020.

São oferecidas 5.462 (cinco mil, quatrocentas e sessenta e duas) vagas para Agente Censitário Municipal (ACM) e 22.676 (vinte e dois mil, seiscentas e setenta e seis) vagas para Agente Censitário Supervisor (ACS). Essas duas funções estão no mesmo processo seletivo, que exige escolaridade de nível médio.

Os melhores colocados em cada município ocuparão a vaga de Agente Censitário Municipal, que será o responsável pela coordenação da coleta do Censo 2020 naquela cidade. Os demais agentes censitários supervisionam as equipes de recenseadores. As remunerações dessas duas funções são de R$ 2.100 para ACM e R$ 1.700 para ACS.

Veja maiores informações aqui

Relembrando que o último Censo foi realizado no ano de 2010, de lá para cá foram realizadas somente estimativas populacionais, levando em conta critérios que estimam o crescimento populacional de cada cidade, sem necessariamente fazer a contagem de pessoas. Portanto, depois de finalizado o Censo de 2020, muitos municípios podem acabar com um número de habitantes bem maior do que o estimado em 2019, outros podem ter números reduzidos. O importante é que o Censo vai mostrar números reais, para muitos municípios isso significa aumento de receita, pois os repasses federais do Governo se baseiam no número de habitantes de cada município.

Aposentadoria: a reforma acabou com o direito por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição deixou de existir com a reforma da previdência aprovada em 2019

aposentadoria

Com o aumento das taxas de desemprego e com as dificuldades para conseguir se realocar no mercado de trabalho formal, está cada vez mais difícil para o brasileiro conseguir garantir sua aposentadoria.

As novas regras da previdência acabaram com a aposentadoria por tempo de contribuição. Para quem completou o tempo antes da reforma da previdência entrar em vigor tem o direito adquirido, 35 anos de contribuição para homens e 30 anos para mulheres. Quem estava perto de completar o tempo quando a reforma entrou em vigor, ainda entrará na regra de transição, podendo se aposentar em alguns anos. Se faltavam muitos anos, é bem provável que o segurado consiga se aposentar apenas quando atingir a idade mínima, 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Vale ressalta que não adianta simplesmente atingir a idade mínima para ter direito ao benefício. É preciso completar a carência de no mínimo 180 meses. Se fizer as contas rapidamente vai ver que isso equivale a 15 anos, mas a conta não é bem assim. Se você trabalhou apenas alguns dias dentro de um determinado mês, isso já é contado como um mês de carência para a contagem total. Então você precisa ter trabalhado no mínimo 180 meses com carteira assinada, mas não necessariamente precisa ter todos os dias completos.

Se você está perto da aposentadoria e não consegue um emprego formal de maneira alguma e está com medo de não conseguir sua aposentadoria, por não ter os 180 meses de carência. Ainda existe uma opção, você pode contribuir pagando mensalmente o carnê Guia da previdência Social. É possível comprar um em qualquer papelaria. O pagamento mínimo para ter direito a receber um salário mínimo na aposentadoria equivale a 11% do salário mínimo vigente, hoje é (R$ 114,95). Cada vez que o valor do salário mínimo for alterado, você também terá que pagar o valor corrigido.

Para muitas pessoas essa é a única possibilidade de conseguirem uma aposentadoria. Não adianta ficar de braços cruzados esperando a idade chegar, é preciso contribuir para ter o direito.

O Coronavírus e a globalização

O coronavírus é uma ameaça à população mundial e à economia

O Coronavírus

Um vírus surgiu em determinado país e rapidamente a notícia se espalhou deixando toda a população mundial alarmada. Isso porque nos dias atuais a notícia chega rápido a todos os cantos do planeta, mas da mesma forma o vírus também pode chegar. Esse é um dos problemas da globalização e da evolução dos meios de transporte.

Há cem anos as notícias demoravam muito para chegarem a outros continentes. As viagens aéreas em grande escala era coisa que não existia, a aviação civil estava apenas engatinhando. O transporte por navios era a moda e as viagens costumavam demorar muitos e muitos dias. Se a tripulação fosse atingida por uma doença contagiosa e mortal, todos poderiam morrer antes mesmo de chegarem ao destino final. Hoje entramos em um avião e horas depois estamos em outro continente.

Uma única pessoa contaminada é capaz de carregar um vírus e espalhá-lo para muitas pessoas. É assim que estão ocorrendo a maioria das contaminações por Coronavírus (Covid-19) no mundo. As pessoas viajam o tempo todo, seja a trabalho, estudo ou fazendo turismo. É praticamente impossível impedir que isso aconteça. Viagens a passeio podem ser canceladas, mas grande parte é relativa a negócios, não podem ser adiadas.

Mesmo assim grandes eventos ao redor do mundo já foram adiados ou cancelados em virtude da ameaça do Coronavírus. O resultado é um prejuízo incalculável para a economia de diversos países. Alguns países até mesmo já temem a falta de matéria prima, pois dependem em grande parte da matéria-prima com origem da China, o país onde tudo começou.

Se por um lado a globalização aumenta as chances de uma pandemia mundial, por outro lado a eficiência dos sistemas de vigilância de saúde foram capazes de alertar todos os países a fim de reduzir essa possibilidade. Quando uma nova doença surge em determinado país, em poucas horas a notícia já se espalha pelo mundo inteiro. Diferente do que aconteceu com a gripe espanhola que causou milhões de mortes num mundo onde não tínhamos essa agilidade na comunicação e nem remédios que eram capazes de curar a doença.

Mesmo se a doença for controlada em breve, ainda assim seus efeitos na economia mundial poderão ser sentidos por um bom tempo. Quanto a isso, nada pode ser feito, só resta torcer para que tudo volte ao normal o mais rápido possível.

Governo não reajusta Tabela de Imposto de Renda

Mais uma vez o governo deixou de reajustar a tabela de Imposto de Renda. Pelo quinto ano consecutivo não houve aumento, nem ao menos a correção pela inflação. A defasagem da tabela já ultrapassa os 100%.

declaração de ir 2019

O atual governo durante a campanha prometeu que iria reajustar a tabela, isentando milhões de brasileiros e reduzindo os valores de outra grande parte. Seria bom demais se isso fosse verdade, mas até agora não passou de promessa, coisa comum no mundo da política. “Prometo antes de ser eleito e depois não cumpro nada”. Assim quem ganha R$ 1.903,99 continua pagando o imposto.

A falta de correção na tabela faz com que os trabalhadores paguem cada vez mais impostos, reduzindo os seus salários de maneira drástica. A situação dos servidores públicos é ainda mais complicada. Eles têm o imposto retido diretamente na fonte, ou seja, são obrigados a pagar os valores mês a mês, descontados de seus salários. Para piorar ainda mais a situação, recentemente foi aprovado o aumento da alíquota previdenciária.

Com isso os servidores públicos serão obrigados a pagarem não mais os 11%, mas sim 14% todos os meses para supostamente terem direito a aposentadoria. Esse aumento foi aprovado na esfera federal, mas já começou a ser implantado pelos estados e os municípios também devem aderir.

Sempre com a velha desculpa de que o sistema previdenciário está defasado, que não há recursos suficientes para garantir aposentadorias no futuro. Qual a garantia de que as reformas vão garanti-las? Nenhuma.

Vemos que a situação está cada vez mais difícil para quem trabalha e paga seus impostos, enquanto deputados, senadores e demais, cada vez tem mais privilégios.

As reformas da previdência, trabalhista e administrativa do governo só tem um objetivo, reduzir despesas. A única maneira de reduzir despesas é gastando menos, quem vai pagar a conta é o trabalhador, não existe reforma que irá beneficiar os pobres, isso é uma grande ilusão.

Desemprego: caminho sem volta

O aumento do desemprego é notícia recorrente nos últimos anos. Chegou a números alarmantes e apesar de todas as ações do Governo, pouca coisa mudou nos últimos anos. Atualmente, segundo pesquisas oficiais, existem mais de 12 milhões de desempregados no Brasil.

Entre as ações do Governo estão a reforma trabalhista, que diminuiu encargos e desonerou empresas com o propósito de aumentar a oferta de empregos. Também a reforma da previdência que pretende diminuir o déficit previdenciário, as duas reformas pretendem tornar o país mais competitivo.

A reforma trabalhista já mostrou que teve pouco efeito sobre o desemprego. A reforma da previdência por sua vez pode piorar ainda mais a situação. É verdade que as pessoas estão vivendo cada vez mais, no entanto, é sabido que encontrar um emprego na velhice é muito difícil. A não ser que você tenha muita competência ou sorte, fatalmente será substituído por alguém mais jovem, cheio de vigor e de ideias novas.

Ou seja, a reforma da previdência pode piorar ainda mais os níveis de desemprego. Melhoras nos números da economia também não necessariamente significam aumento no número das vagas de emprego. Recentemente vimos dois grandes bancos brasileiros anunciando o fechamento de centenas de agências, entre vários bancos, mais de 600 agências foram fechadas apenas no ano de 2019, gerando a demissão de milhares de funcionários. Não são bancos que estão em crise, mas sim algumas das empresas que mais lucram no Brasil.

Então por que essas empresas demitem?

A resposta para isso é simples, as pessoas estão cada vez menos utilizando as agências físicas, hoje com o advento da tecnologia é possível fazer quase tudo sem sair de casa. Com a queda dos juros os bancos vão perder receita, reduzindo custos isso será minimizado. Ou seja, até mesmo quando as empresas tem recorde de lucros, ainda assim fecham vagas. É uma situação muito difícil para o trabalhador.

Acreditar que o nível de desemprego irá cair para níveis baixíssimos é quase utópico. Vejam a nova onda do mercado, os carros elétricos. Apesar do apelo ambientalista para que os veículos se tornem populares, já tem gente dizendo que os motores elétricos aumentarão a crise de desemprego no mundo, pois utilizam uma quantidade de peças muito menor do que os motores à combustão. Só resta a esperança por dias melhores, mas as perspectivas não são nada boas para os desempregados.

Reforma da previdência nunca será boa para o trabalhador

A reforma da previdência vai impedir que muitas pessoas tenham acesso à aposentadoria

Reforma da previdência

Acreditar que a Reforma da Previdência será boa para os trabalhadores em geral é o mesmo que acreditar em Papai Noel ou em contos de fadas.

A Reforma da Previdência tem como único objetivo reduzir o déficit que dizem existir no INSS, para que futuramente as pessoas continuem conseguindo se aposentar e que o sistema não entre em colapso.

Não existe como fazer redução de despesas sem tirar direitos dos trabalhadores. Com a nova lei, homens só conseguirão se aposentar aos 65 anos e mulheres aos 62 anos depois que encerrar o período de transição. Anteriormente à lei, havia a possibilidade de se aposentar através do tempo de contribuição. Um homem de 55 anos de idade e 35 anos de contribuição poderia se aposentar, coisa que não será mais possível. Este mesmo homem agora terá que trabalhar ou esperar mais dez anos para conseguir o benefício, pois é necessário ter ao menos 20 anos de contribuição, algo que ele já possui.

Com a nova lei, mais pessoas irão morrer antes mesmo de conseguirem ter a idade para receber o benefício e quem sobreviver terá que contribuir por muito mais tempo. A conta é simples, redução de despesas no INSS = menos pessoas tendo acesso aos benefícios.

Mas também existe uma verdade nisso tudo, as pessoas estão vivendo por mais tempo, ou seja, muitos estão chegando aos 70, 75, 80 anos e ficam mais tempo recebendo o benefício do INSS. Logo, cada vez mais é necessário ter gente nova contribuindo para a manutenção do benefício deles.

A questão é se isso vai trazer resultados satisfatórios a longo prazo, é preciso aumentar o número de trabalhadores que contribuem com o INSS, se o emprego informal aumentar, não teremos aumento de receita, apesar de que os gastos do INSS continuarão a aumentar.

Fim do DPVAT é uma boa notícia?

O DPVAT é um seguro obrigatório que todos os proprietários de veículos automotores precisam pagar todos os anos juntamente com o licenciamento anual. Ele em nada tem a ver com os seguros oferecidos por segurados e afins.

Fim do DPVAT

“O Seguro DPVAT é um direito de todo brasileiro. Criado em 1974 pela lei federal nº6.194/74, oferece cobertura abrangente para todas as vítimas de acidentes de trânsito registrados em território nacional, seja condutor, passageiro ou pedestre – independente de culpa no acidente”.

No dia 11/11/2019 o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória acabando totalmente com o DPVAT. Certamente que será uma despesa a menos para a maioria dos brasileiros que nunca precisaram usufruir do seguro. No entanto, os valores pagos anualmente ao DPVAT caíram muito nos últimos anos, como exemplo tínhamos o valor para proprietários de veículos baixos que era atualmente de apenas R$ 16,21, um valor irrisório perante ao valor que poderia ser recebido em caso de um acidente.

O valor recebido por morte era de apenas R$ 13.500,00, certamente que não faria muita diferença na vida de uma família em que o pai morreu jovem em um acidente de trânsito. É aí que entra a principal questão. Todo brasileiro tem direito a ser atendido gratuitamente pelo sistema único de saúde – SUS, mas nem todos têm direito a aposentadoria por invalidez ou pensão por morte. Para ter acesso aos benefícios é preciso contribuir ao INSS. O grande problema é que o SUS não tem capacidade para atender a população com rapidez e eficiência.

Portanto, uma pessoa que hoje tem direito ao DPVAT ficaria totalmente desamparada em caso de invalidez permanente se a mesma não contribui com o INSS.

O fim do seguro obrigatório de veículos deve levar mais pessoas a contribuírem ao INSS com medo de ficarem desamparadas, claro que a um custo muito mais elevado, mas com mais benefícios em caso de morte ou invalidez permanente.

Só o tempo dirá se o fim do DPVAT foi uma boa ideia ou um prejuízo para o cidadão brasileiro.

Mais informações sobre o DPVAT: https://www.seguradoralider.com.br/ParceiroDPVAT/Pages/Historico-do-Seguro-DPVAT.aspx

Privatização dos Correios: bom ou ruim?

privatização dos correios

Você é a favor ou contra a privatização dos Correios?

Existem duas frentes, uma a favor e uma contra a privatização da estatal.

Os que apoiam a privatização dizem que a empresa não é ineficiente, que acumula dívidas e que não consegue atender ao mercado da maneira que o cidadão precisa.

Quem é contra teme principalmente o que pode acontecer com uma possível privatização. Atualmente os Correios entregam encomendas de diversos tipos, cartas e envelopes em todas as cidades do Brasil. Existem algumas restrições, endereços em que o usuário precisa retirar o objeto diretamente na agência, mas mesmo assim o serviço existe. Fica a dúvida se uma empresa que almeja apenas lucros irá manter o serviço de entregas nestas cidades e localidades onde as operações não são viáveis financeiramente.

Hoje quando você precisa enviar alguma coisa, um envelope, um livro, um presente para qualquer lugar do Brasil, basta ir nos Correios e depois acompanhar o andamento da entrega através do sistema de rastreamento. Mas e se esse serviço deixar de ser oferecido em muitos lugares? Como é que as pessoas vão fazer para enviar suas coisas? Não estou falando de grandes empresas, pois quando compramos alguma coisa na internet, muitas vezes ela já é entregue por uma transportadora.

Eu mesmo fico preocupado, sou escritor e de vez em quando preciso enviar livros vendidos para clientes de várias regiões do país, também envio marcadores em envelopes que custam apenas R$ 1,30 a remessa. Se esse serviço acabar, não faça a mínima ideia de qual será a outra alternativa.

Pode ser que seja apenas um receio sem sentido, que a privatização venha apenas para melhorar um serviço que já existe, mas só saberemos disso quando finalmente acontecer. A verdade é que isso ainda vai demorar muito tempo para acontecer, essa notícia de privatização vem se arrastando ao longo dos anos e agora ganhou força no governo. Mesmo assim ainda deve demorar alguns anos até sair do papel, isso se for aprovada.

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