Ser professor no Brasil é um desafio, e a cada ano o número de pessoas interessadas em seguir essa profissão diminui. Não é para menos, segundo uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os salários dos professores de ensino fundamental no país é um dos piores do mundo, se comparados com países desenvolvidos. Em busca de melhores condições de trabalho e um salário melhor muitos profissionais, tanto formados em Letras, quanto de outras áreas do conhecimento, decidem se dedicar a lecionar no ensino superior.

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Dados da OCDE comprovam essa afirmação, os salários dos professores universitários de universidades federais públicas são tão altos quanto os de países desenvolvidos como Finlândia, Noruega e Suécia, o faturamento por ano fica em torno de R$ 133,7 mil. O documento também mostra que o país investe muito mais nos alunos do ensino superior, cerca de R$ 45 mil por ano, número muito maior do que a média de R$ 12,7 mil que são investidos ao ano por aluno do ensino fundamental e médio.

Lecionar no ensino superior não se restringe dar aulas para os jovens que acabaram de ingressar na faculdade, existem os mestrados, doutorados e as pós graduações latu senso e stricto sensu. E mesmo optando pela carreira acadêmica, ainda existem profissionais que encaram seguir sua profissão de formação e ainda lecionar.

Conversarmos com o advogado e professor da pós graduação para saber a sua visão sobre esse cenário.

Pós Graduação na prática

O Coordenador da Pós Graduação Latu Sensu em Direito Empresarial da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Luiz André de Carvalho Macena encara esporadicamente a rotina dupla de se dedicar às atividades acadêmicas e a profissão de advogado. Luiz é mestre em Direito e especialista em Direito Civil e Processo Civil, mas deixou a profissão um pouco de lado para ensinar futuros profissionais.

Segundo Luiz se dedicar às duas atividades pode ser um pouco complicado “É bem desgastante, mas o profissional que se dispõe a manter as duas deverá ponderar os benefícios e malefícios decorrentes deste caminho. O profissional da advocacia deverá conciliar sua agenda de compromissos, a realização de audiências, o atendimento aos clientes com o preparo das aulas e sua entrada em sala de aula. Mas é um desafio gratificante” comenta.

Mas quem pensa que seguir a carreira acadêmica exige menos esforço está enganado, segundo o professor Luiz Macena é preciso buscar diversas qualificações se o intuito é lecionar em cursos de pós graduação. “Tem que fazer Mestrado e Doutorado. Hoje dificilmente uma pessoa vai conseguir um cargo de professor universitário sem tais títulos. Também ter vocação para pesquisa é muito importante. A carreira acadêmica exige do professor a participação em congressos, seminários e demais eventos científicos. Escolher um ou mais de ramo especifico para trabalhar, ficar atento a publicação dos editais das universidades sobre a abertura de vagas e conhecer os novos métodos de ensino é essencial. O professor deve ser curioso e estar sempre atualizado” diz.

Post escrito por: Jacqueline Gonçalo

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