Apesar de ser engenheiro, a administração é uma das carreiras e profissões que mais admiro. Ver competências exatas e humanas num só profissional, tornam essa categoria algo raro de se encontrar, principalmente porque atualmente todo negócio precisa. Hoje, as profissões que mais crescem são aquelas relacionadas à interface negócio e tecnologia e, para isso, as competências dos números atreladas à gestão de pessoas são fundamentais.

six sigma

Durante esses 10 anos em que leciono certificações Green Belt e Black Belt, pude ver administradores dando show. Muitos, começam tímidos no curso, mas aos poucos vão se soltando e mostrando toda competência, com destaque na hora de vender o projeto. Muitos de nossos ex-alunos foram promovidos após seu primeiro projeto, pois conseguiram agregar uma fundamentação estatística à sua capacidade nata de explicação.

Lembro-me de um administrador que nos contou que após o Green Belt, ele finalmente havia adquirido segurança na hora de mostrar os dados. Nenhum engenheiro iria questionar mais seus gráficos ou suas análises de tendência. E, caso questionasse, ele tinha base estatística suficiente para discutir de igual para igual e, dado sua habilidade de negociação, demonstrar a todos que estava certo.

Antes de pensar que estou contando casos de pescador, posso atestar que é verdade. Em um grande cliente nosso, do ramo de embalagens, os dois principais responsáveis pelo programa WCM (World Class Manufacturing) eram administradores. E, eles dão show na hora de ir até o gemba (chão de fábrica) e analisar as causas técnicas para um determinado tipo de problema. E por que? Porque eles complementaram seus estudos com o Lean Seis Sigma.

Nessa grande empresa, uma vez observei algo interessante. Durante uma apresentação, enquanto falava sobre as causas de parada em determinada máquina, o administrador foi interrompido. Tal pausa foi solicitada por um engenheiro que alegava não ser necessário visualizar mais um Gráfico de Pareto, já que o problema demandava um teste de hipótese. Na visão desse profissional, o administrador iria mostrar um Pareto com o número de ocorrências para cada modo de falha e iria encerrar com um plano de ação para resolvê-lo. Porém, grande foi a surpresa quando no próximo slide o administrador mostrou um teste de hipótese. Por meio da análise de variâncias, o administrador mostrou que os erros ocorriam quando a peça M25 era produzida pelo turno da noite. Foi uma análise matadora.

De repente, o engenheiro que classificava os administradores como profissionais do Pareto calou-se. E, triunfante pudemos aplaudir a análise certeira. Com aqueles dados na mão, não restava dúvidas: o problema estava no turno 2 fazendo a peça M25.

Depois do diagnóstico, o Green Belt propôs um plano de ação. Mas precisamos falar que não era um plano de ação comum, saído da imaginação. Era um plano fundamentado por uma análise de 5 porquês completa. Cada um dos porquês foi analisado e testado por meio de um PDSA e ao final, ficou claro que todo o trabalho fora construído por meio do método. Cada porquê foi sendo desvendado e, ao final, chegou-se que o problema era uma regulagem da máquina que se perdia quando a temperatura ambiente ultrapassava 32°C. E, tal temperatura era mais frequente no turno 2.

Diante dessa aula de Lean Seis Sigma, o engenheiro não se conteve. Perguntou sobre o motivo daquilo acontecer assim. Qual era afinal a análise física do problema? E lá começou nosso administrador a explicar que aquela peça tinha uma rugosidade maior e, portanto, era mais sensível à alteração na viscosidade do fluído. Nos dias de calor, quando a temperatura ultrapassa os 32 °C, a viscosidade do fluído chegava no limite e a peça começava a sair com defeito.

E como resolver esse problema? Nosso analista (hoje é gerente WCM) resolveu propor a alteração no processo. Solicitou a inclusão de um aditivo, de baixo custo, que reduzia a alteração na viscosidade do fluído e assim, solucionou um problema que causava prejuízos da ordem de 5 milhões por ano na empresa. Quando atrelamos um problema de 5 milhões anuais na empresa com um administrador Green Belt bem formado, obtivemos um dos melhores primeiros projetos de todos os nossos alunos até hoje.

Tal fato, ajuda provar a tese de que o retorno do investimento em educação, é certo. Esse fato foi comprovado num estudo realizado pela FGV chamado Você no Mercado de Trabalho. No estudo, os pesquisadores concluíram que um ano a mais de estudo aumenta o salário em 15,07%. A pesquisa reforça que ainda que quanto maior o período de estudo, mais esse número aumenta. Quando alguém que possui graduação, como é o caso do administrador, agrega mais um ano de estudo, o salário médio sobe 47%.

Por isso, quando um administrador cursa toda carreira Lean Seis Sigma, isto é, Green Belt, Black Belt e Master Black Belt, espera-se que seu salário aumente 150%. Em média, cada uma dessas formações levam um ano entre a parte teórica e a finalização do projeto na empresa. Portanto, com 3 anos a mais de estudo, um administrador que começou seu Green Belt com um salário de R$ 4.000,00, tem a expectativa de chegar ao final do Master Black Belt com uma proposta na casa dos R$ 12.000,00. Em três anos, você investirá cerca de R$ 7.000,00 nesses cursos e terá no primeiro mês, recuperado todo seu investimento. Vale a pena um retorno desses ou não?

Quantos analistas eu conheço que durante sua formação Lean Seis Sigma chegaram à Gerentes ou Especialistas, dando o salto salarial que mostramos acima. E, pela baixa produtividade e escolaridade do país, o Brasil é um dos países, segundo a pesquisa da FGV que apresenta maior retorno no investimento em educação. Mas como disse anteriormente, essa vantagem para nós, brasileiros que estudamos, começa se manifestar para valer após a graduação. Portanto, administradores, continuem firmes na sua trajetória de estudo, porque cada ano trará um retorno bastante vantajoso.

Mais informações nos links do texto e a seguir:

http://www.fm2s.com.br/

http://www.fm2s.com.br/green-belt/

http://www.fm2s.com.br/black-belt/


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