A partir do momento em que nascemos começamos a adquirir habilidades e o desejo por conquistar novas coisas se acentua.

Qual é o nosso limite?

Aprendemos a caminhar sozinhos, comer sem a ajuda de um adulto, usar o banheiro, trocar de roupa sozinho, fazer tarefas exclusivas de adultos. Aprendemos a escrever e a ler. Chegamos à idade adulta e aprendemos a dirigir, começamos a namorar e conquistamos o primeiro emprego. Finalmente temos tudo o que precisamos para viver, mas ainda não estamos satisfeitos.

Queremos comprar um carro, a casa própria e conseguir um emprego que nos dê uma renda suficiente para vivermos e ainda sobrar um pouco.

Quando finalmente compramos a casa e o carro e conseguimos o emprego desejado ainda não estamos satisfeitos.

Queremos um carro mais novo ou mais espaçoso, uma casa mais bonita, um emprego melhor ainda e nunca estamos satisfeitos.

Passamos a vida inteira correndo atrás de coisas que muitas vezes não são necessárias. Enquanto corremos atrás de bens materiais deixamos de viver a nossa vida que um dia irá terminar e nada daquilo que conquistamos em bens materiais terá importância.

As pessoas que passam por nossas vidas, as amizades, os amores, a família, muitas vezes são deixados de lado em função de coisas supérfluas.

Precisamos de um lugar para morar, isso é fato, mas muitas pessoas jamais saberão  o que é ter uma casa própria decente.

Um veículo próprio é o sonho de toda pessoa? Pode ser que sim, mas jamais será possível que todas as pessoas deste mundo tenham veículo próprio, possuir transporte público de qualidade já seria o suficiente para a maioria das pessoas. Também é utopia acreditar que um dia o desemprego irá acabar.

Não digo que devemos parar no tempo, mas para tudo deve haver um limite. Por que vamos trabalhar em três períodos se trabalhando em apenas dois conseguimos viver tranquilamente? Vamos sacrificar o tempo com a família em troca do dinheiro? Também posso estar tirando o emprego de uma pessoa ao fazer isso.

Se passarmos a vida inteiro sempre querendo mais e mais a vida um dia chegará ao fim e tudo aquilo deixará de fazer sentido.

Então, qual é o nosso limite?

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