Depois de muito tempo sendo anunciado, finalmente o não tão esperado aumento da gasolina saiu.

O Governo dava pistas de que o aumento sairia mesmo, mas não dizia quando. Aliás, diziam que o aumento era necessário para que a Petrobras retomasse a sua capacidade de investimento. No entanto, este aumento segundo especialistas, já deveria ter sido anunciado há muito tempo. Porém, como tentativa de manter o controle da inflação, o Governo postergou o aumento e só agora anuncia o reajuste de 3% para a gasolina e 5% para o óleo diesel nas refinarias. Para o consumidor o reajuste deve ficar entre 2% e 4%.

Mas será por que o Governo esperou a eleição passar e a poeira baixar para anunciar o aumento. Medo de perder votos? Se realmente o preço da gasolina está dando prejuízos para a Petrobras por que este aumento não saiu antes? A tendência é que ocorram novos aumentos para compensar esta defasagem.

O reajuste pode parecer pouco, mas a questão é que o consumidor não vai ao posto de combustíveis para comprar 1 litro de gasolina, tem gente que gasta centenas de litros por mês porque trabalha com o automóvel. Por isso por menor que seja, o reajuste tem impactos no bolso do consumidor e na inflação.

Quem tem a opção de abastecer com álcool certamente irá fazer isso, pelo menos enquanto for vantajoso, ou seja, onde o álcool está custando no máximo 70% do preço da gasolina.

Porém se todos preferirem o álcool logo faltará produto no mercado, assim o consumidor será obrigado a usar gasolina. Aliás, a falta de incentivo a produção de álcool tem um motivo, manter a venda de gasolina em alta, afinal o álcool não é feito de petróleo.

 

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