espaço reservado

Recentemente assisti uma reportagem onde uma senhora de meia idade se recusava a ceder o lugar para uma senhora idosa, lugar este que era especialmente reservado para pessoas idosas, gestantes, portadores de necessidades especiais, etc.

Lugares reservados para portadores de necessidades especiais, idosos, gestantes, mulheres com crianças de colo, só devem ser utilizados por outras pessoas quando não houver nenhuma pessoa nestas condições precisando utilizar o assento. É lei, mas nem precisava disso se todas as pessoas tivessem a educação de ceder seus lugares para quem precisa mais.

Vamos analisar a situação do transporte coletivo de passageiros. Todo ônibus possui alguns lugares reservados para estas pessoas, no entanto, se houver mais pessoas com estas características teremos um problema. Se existem lugares para quatro pessoas, mas no ônibus existem dez pessoas que deveriam ficar sentadas pelas suas condições físicas ou por outros motivos que a lei garante o direito ao assento especial. Neste caso seis pessoas teriam que ficar em pé, a menos que as pessoas fossem educadas e cedessem seus lugares. Onde está o erro? Existem poucos lugares reservados? As pessoas não são educadas e não cedem seus lugares?

Nada disso, este é um problema que na verdade nem ao menos deveria existir. Vamos supor que um ônibus tem capacidade para quarenta passageiros sentados, ou seja, a capacidade do ônibus é de quarenta passageiros. Portanto, quando o motorista percebe que o ônibus atingiu a lotação máxima, a sua atitude deveria parar de pegar passageiros. Isso seria o correto. Mas como a ganância das empresas em aumentar o faturamento é maior do que a preocupação com a segurança dos passageiros, isso realmente não acontece. A frota de ônibus não é suficiente e a inexistência de fiscalização faz com que os ônibus circulem extremamente lotados causando transtornos para os cidadãos que utilizam o serviço.

Se o direito das pessoas fosse respeitado não haveria passageiros em pé nos ônibus, consequentemente não existiria o problema dos assentos especiais sendo utilizados por pessoas que não precisam, pois todos estariam sentados em seus lugares. As pessoas não precisariam andar espremidas iguais sardinhas enlatadas. Isso acabaria com vários problemas de uma única vez. Acabaria com o perigo de ter a carteira furtada sem nem ao menos perceber, acabaria com o assédio sexual onde as pessoas ficam se esfregando umas nas outras onde alguns se aproveitam da situação para passar a mão nas mulheres, daria mais segurança em caso de acidente, pois todos estariam sentados em seus lugares. Em caso de atentado de criminosos seria mais fácil esvaziar o ônibus rapidamente, pois o corredor do ônibus estaria vazio.

Pode parecer utopia, mas este deveria ser o modelo de transporte coletivo oferecido ao cidadão. Isso se aplica aos ônibus, metros e trens, todos deveriam levar os passageiros sentados em seus devidos lugares. Já imaginou se nos ônibus de transporte interestadual e nos aviões as pessoas viajassem em pé, pois é, seria um absurdo. O mesmo absurdo que acontece com o transporte coletivo de passageiros nas cidades.