UHE Teles Pires (MT)

UHE Teles Pires (MT) (Photo credit: PAC 2)

Primeiramente é analisada a potencialidade do local onde se pretende construir a usina, no entanto, isso vai definir o tamanho da usina, ou seja, sua capacidade. Quanto maior for a queda de água maior será a potência da usina. No caso da Usina Teles Pires o local escolhido para sua construção é excelente, tendo em vista que irá gerar 1.820 megawatts, sendo o suficiente para atender a uma população de aproximadamente 6 milhões de habitantes.

Os Estudos de Inventário da Bacia Hidrográfica do Rio Teles Pires (MT/PA), aprovados pela Agência Nacional deEnergia Elétrica (ANEEL) em julho de 2006, indicaram um conjunto de seis usinas hidrelétricas, totalizando umageração de cerca de 3.600 megawatts (MW) na bacia, da qual a Usina Hidrelétrica Teles Pires, com potência instaladade 1.820 megawatts (MW), é responsável por 50,55%. A Usina Hidrelétrica Teles Pires, localizada no rio Teles Pires,teve seu Estudo de Viabilidade registrado na ANEEL em junho de 2009, sob o Processo no 48500.004785/2006-17.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia, contratou o Consórcio Leme-Concremat para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O EIA/RIMA tem como objetivo conseguir o licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

O IBAMA concedeu o aceite do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, sobre o projeto da usina hidrelétrica Teles Pires, no Mato Grosso, no dia 28 de setembro do ano de 2010.

Após foram agendadas as audiências públicas no Estado para a discussão do empreendimento. As audiências públicas foram realizadas nos municípios afetados pela construção da usina, Paranaíta – MT e Alta Floresta – MT e Jacareacanga – PA.

A licença de operação para a Usina Teles Pires foi concedida pelo IBAMA no dia 19/08/2011.

Após a licença concedida pelo IBAMA a obra poderia ser iniciada imediatamente e foi isso que realmente aconteceu.

Com o início das obras da Usina o grupo responsável pela construção também iniciou os trabalhos de mitigação dos impactos sociais causados nos municípios afetados pelo empreendimento, entre eles a reforma de escolas, postos de saúde, creches, melhorias na infraestrutura, doação de veículos para combate a endemias, capacitação de pessoas, etc.

Como o município de Paranaíta-MT não possuía ligação asfaltica com Alta Floresta-MT, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires entrou em um acordo com o Governo do Estado de Mato Grosso, onde o mesmo concedeu a isenção de impostos e em troca a Companhia está realizando a pavimentação dos 38 quilômetros que faltam para interligar os dois municípios.

Existem também projetos sendo executados para o resgate da flora e da fauna dos locais onde serão inundados pelo reservatório a fim de diminuir os danos ao meio ambiente.

Estes dados são apenas uma breve descrição do que é necessário para a implantação de uma usina hidrelétrica.

Fonte: RIMA UHE Teles Pires

IBAMA aceita EIA-RIMA de Teles Pires

Ibama concede licença de instalação para Usina Teles Pires

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