Não é preciso estudar muito, nem ter muito conhecimento sobre geologia para saber que grande parte da população da região serrana do Rio de Janeiro vive em áreas de risco. Mas, a prefeitura de uma das cidades atingidas pelas tragédias solicitou um estudo sobre as áreas de risco da região. O estudo foi realizado por um renomado geólogo. Pois bem, todas as áres de risco foram mapeadas e o relatório foi entregue a prefeitura para que as providências cabíveis fossem tomadas. Obras de contenção e retirada das pessoas das áreas de risco. No entanto, para isto é preciso de dinheiro, e por sinal muito dinheiro. Para qualquer obra pública é preciso de licitação. Portanto, quase nada saiu do papel até agora.

Portanto, as tragédias que aconteceram na região serrana do Rio de Janeiro já estavam previstas, era apenas uma questão de tempo.

Para amenizar o problema instalaram sirenes para alertar os moradores sobre os riscos de desabamento. Mas, os moradores dificilmente saem de suas casas por não terem aonde ir. A burocracia ou simplesmente a falta de interesse por parte dos governantes foram responsáveis pelas vítimas daquela região.

Situações como esta deveriam ser prioridade de qualquer governo, deveria existir meios de agilizar o processo para evitar estes tipos de acontecimentos. Mas, o que esperar de uma país que não consegue nem ao menos cumprir os prazos rigorosos da FIFA para a Copa do Mundo de 2014. Olhem o exemplo dos moradores do morro do Bumba. O deslizamento ocorreu em 2010 e até hoje os moradores estão esperando suas novas moradias, recentemente um dos prédios que esão sendo construídos para abrigar os sobreviventes teve que ser demolido por apresentar problemas em sua estrutura.

Enquanto isto os moradores ficam correndo risco de morte e verdadeiras soluções não acontecem.

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