O Brasil segue batendo recordes em produção agrícola, no entanto, a situação logística ainda é a principal preocupação dos produtores brasileiros. O Estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos enfrenta dificuldades para escoar a produção.

A principal rota de escoamento da produção encarece o frete, estradas ruins, combustível caro são os principais fatores. A falta de investimentos em logística é um problema gravíssimo e que persiste  à décadas.

Grandes obras de infraestrutura foram realizadas até os anos 80, um exemplo disso é a BR 163, em poucos anos a rodovia teve sua ligação concluída de Cuiabá à Santa Helena, porém, mais de 30 anos depois a extensão da obra que deveria ligar Cuiabá à Santarém no Pará ainda não foi concluída.  Várias previsões foram feitas, mas a conclusão da obra ainda é um sonho para os produtores matogrossenses que podem reduzir o custo do frete levando a produção até o porto no Pará.

A BR 163 é apenas um exemplo da morosidade dos investimentos em logística no Brasil. Porém, o país não apenas deixou de investir em estradas para escoar a produção, mas deixou de investir em formas alternativas de transporte. A solução para escoar a safra seria o transporte através de ferrovias. No entanto, o déficit de ferrovias no Brasil é imenso, existem projetos para ambos modelos, construção de rodovias e de ferrovias. Mas o investimento necessário é altíssimo, e a previsão de conclusão das obras também é longa. O Governo está buscando alternativas para recuperar o tempo perdido, mas esta buscando a parceria com a iniciativa privada para colocar isto em ação. Milhares de quilômetros de rodovias devem ser entregues para serem administrados pela iniciativa privada, e em troca disso será cobrado pedágio.

É um mal necessário, os motoristas reclamam, mas se as estradas forem conservadas adequadamente é uma boa. Pois o que adianta andar de graça pelas estradas, mas o asfalto ter mais buracos do que uma peneira. Aliás, de graça não é, todos pagam impostos, mas se o Governo não é competente para manter conservadas as rodovias, é melhor que privatize tudo mesmo.

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