Greves e insatisfação com as condições de trabalho, isso é reflexo da expansão desenfreada das instituições federais de ensino, o Governo expandiu o número de instituições federais de ensino para levar o ensino superior gratuito para um maior número de pessoas. A idéia é boa, mas o custo de manutenção dessas instituições é muito alto, o correto é que os professores sejam mestres e doutores, e os salários destes são muito elevados, muitas vezes por falta de orçamento as universidades são obrigadas a contratar professores sem essa titulação, nesse caso os salários são bem inferiores, mas a qualidade do ensino também diminui. Além das questões salariais existe também a questão infra-estrutura, o valor para abrir um novo Campus e para manter a infra-estrutura necessária é muito alto, principalmente quando essas instituições oferecem cursos nas áreas de ciências e medicina. Congelamento de salários e redução de investimentos na manutenção dessas instituições podem colocar em risco a qualidade da educação oferecida. Para se chegar a universidade primeiro é preciso passar pela educação básica, ensino fundamental e ensino médio, porém grande parte dos alunos não conclui o ensino médio, a sucateação das escolas públicas e a desvalorização dos professores da educação básica deveria ser resolvida antes da expansão do ensino superior. No entanto cada vez mais inventam artimanhas para que alunos sem a mínima condição, sem saber ler corretamente, sem saber interpretar um texto, passam de ano tranquilamente. Para o Governo o que importa é a quantidade de alunos concluíntes, quanto mais melhor, a qualidade é deixada de lado e o Brasil continua péssimo no ranking mundial de educação.

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