O Brasil possui uma das gasolinas mais caras do mundo, isso se não for realmente a mais cara do mundo. O preço da gasolina comercializada pela Petrobrás não chega a ser exorbitante, em média 33% do preço cobrado nas bombas dos postos, mas quando o produto chega ao consumidor final a história é bem diferente. Mais de 40% do valor do produto vendido ao consumidor é composto de tributos, entre eles (PIS/PASEP, COFINS, CIDE) 13%, (ICMS) 29%. Além disso, a gasolina é composta pela mistura de álcool que varia de 20% a 25% conforme estabelecido pelo Cima (Conselho Interministerial do Álcool e do Açúcar). O custo do álcool na gasolina fica em torno de 7% do preço total e a distribuição e revenda tem um custo de 18% em média, segundo informações da Petrobrás baseada na média de preços das principais capitais do país. Portanto, a Petrobrás poderia reduzir o valor da gasolina, mas a redução mais concreta poderia ser nos impostos que incidem sobre a gasolina, recentemente o Governo reduziu a mistura de álcool na gasolina, para aumentar a oferta de álcool no mercado. Como o álcool é mais barato que a gasolina a tendência era que o preço da gasolina fosse reajustado, para evitar isso o governo reduziu a cobrança da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico – CIDE, de 0,23 para 0,15 centavos por litro. Essa medida tem validade até o fim de abril, com o aumento da oferta do álcool é provável que a mistura de álcool na gasolina volte para os 25%, o engraçado é que quando o preço do álcool cai bastante o preço da gasolina não cai, mas por que isso se 25% da mistura da gasolina é composta por álcool. Pela lógica quando o preço do álcool cai, o preço da gasolina também deveria cair, por exemplo: se preço do álcool é R$ 2,00 e teve queda de 15%, seu preço será R$ 1,70, portanto antes 250 ml custavam 0,50 centavos e depois da queda de preço os mesmo 250 ml custam 0,425 centavos, uma redução de pouco mais de 0,7 centavos que deveria ser repassada ao preço da gasolina, mas não é isso que acontece. Segundo o levantamento da ANP, com base em dados de 17 a 23 de janeiro de 2010, o preço médio da gasolina subiu para R$ 2,58. Se esse preço médio tivesse uma variação de no máximo 0,10 centavos para cima, até que não seria um preço muito alto, mas acontece que essa média de preço está 0,51 centavos a baixo do preço praticado pelos postos de Alta Floresta – MT, atualmente a gasolina é comercializada por R$ 3,09, se quem paga R$ 2,58 reclama que a gasolina está muito cara, imagina o que dizer dos mato-grossenses que pagam 20% a mais pela gasolina.

 

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