Administração e Sucesso

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Mês: abril 2010

Dia do Trabalhador!

Mais um dia do Trabalho está chegando, para muitos realmente é um dia para ser comemorado, pois quem tem trabalho deve comemorar. No entanto quem não tem trabalho não tem muito o que comemorar, a falta de emprego é um problema que assola uma grande parte da população mundial, as vezes até se consegue o emprego, mas não se tem mínimas condições de trabalho. No Brasil por exemplo, ter um emprego com carteira assinada pode não significar muito, pois a maior parte da população recebe apenas um salário mínimo, um salário que deveria segundo a Constituição Federal ser capaz de atender as necessidades vitais básicas e às da família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, é uma tarefa para super herói fazer tudo isso com apenas R$ 510,00, sem falar que o valor recebido será menor devido ao desconto previdenciário. É certo que o trabalhador registrado tem mais direitos, aposentadoria, licença para tratamento de saúde, licença maternidade para as mulheres, etc. No entanto as vezes é possível ganhar bem mais sem carteira assinada, sem falar que para registrar um trabalhador dentro da lei, a empresa tem um custo altíssimo, ou seja, ele custa bem mais que um salário mínimo. Segundo o DIEESE seria necessário em torno de R$ 2.000,00 para atender as necessidades do trabalhador definidas na Constituição Federal. Podemos perceber que está difícil de chegar a esse valor.
Mesmo assim, parabéns a todos pelo Dia do Trabalhador.

 

Faculdade: não seja apenas mais um com diploma na mão.

Diploma

O período que o acadêmico fica na faculdade geralmente é de muito estudo, muitos trabalhos, seminários, avaliações, etc. No entanto existe uma média para que o acadêmico tenha direito a receber o diploma, se a média é 7,0 então porque o aluno precisa tirar 10,0? Na hora de selecionar um profissional isso pode fazer a diferença, pois o que ficou acima da média vai levar vantagem. Muitos reclamam quando o professor pede para que seja lido algum material, mas bom aluno é aquele que lê algo sem que seja preciso o professor mandar. Muitos só visitam a biblioteca quando tem algum trabalho para realizar, não se preocupam em ler nada além daquilo que foi pedido. A leitura além de aumentar o conhecimento ajuda a melhorar o vocabulário na hora de falar e escrever. A leitura de revistas, jornais e páginas na internet além de ajudar no conhecimento mantém o leitor informado dos acontecimentos da atualidade, quem lê bastante tem mais assunto na hora de conversar com alguém mais instruído. Alguns falam que não tem tempo de ler porque trabalham o dia inteiro e estudam a noite, no fim de semana não estudam porque precisam de momentos de lazer e diversão. Certamente as pessoas precisam de momentos de lazer, mas algum tempo deve ser reservado para o estudo, os trabalhos e exercícios não podem ser realizados em sua totalidade na sala de aula, além disso, existem os feriados que podem ser aproveitados para estudar um pouco. A participação em eventos acadêmicos, seminários, congressos além de fazer parte das horas extracurriculares faz com que o currículo do acadêmico seja mais qualificado, mesmo assim muitos não se interessam pelos eventos realizados pela própria instituição em que estudam. O mercado está cheio de pessoas com diploma na mão, mas pessoas que fazem a diferença existem poucas, seja uma delas.

Preservação da Natureza

Muito se fala hoje que é preciso preservar o meio ambiente, a cada dia que passa surgem novas regras que impedem o desenvolvimento de cidades que estão localizadas em áreas que ainda abrigam grandes quantidades de florestas, primeiro o governo incentivou a população a migrar para essas regiões e com o lema “Integrar para não entregar”, milhares de pessoas, principalmente agricultores foram para essas regiões e apoiados pelo governo desmataram o máximo que conseguiram, por lei era permitido derrubar 50% do território adquirido, muitos não cumpriram a lei e derrubaram tudo, como sempre muitos não respeitam leis, até aí tudo bem, o problema é que depois veio outro governo e alterou a lei dizendo que só era permitido derrubar 20%, como fica a situação daqueles que amparados por lei derrubaram os 50%, se isto estava previsto em lei eles não podem ser obrigados a reflorestar 30% de sua área, a menos que existam áreas de mata ciliar que foram retiradas, pois as matas ciliares devem ser preservadas. Aqueles que derrubaram mais que os 50% certamente devem ser punidos, pois desrespeitaram a lei.
O engraçado é que querem reverter um quadro que foi criado pelo próprio governo, muito se fala que a Amazônia está sendo devastada, mas existem milhões de pessoas vivendo nessa região, e essas pessoas precisam produzir para poder viver. Não pode simplesmente chegar lá e mandar parar tudo, é preciso criar novas alternativas para a população local, para que exista o desenvolvimento sustentável na região. É preciso preservar as nascentes, os rios, sim, mas por que será que nunca vemos na mídia os dados do desmatamento nos Estados desenvolvidos do Sul e Sudeste, será que por lá nunca acontece uma queimada, será que todas as matas ciliares estão intocadas como está o Rio Tietê no local onde corta a cidade de São Paulo. Será que todos os rios por lá tem a água cristalina igual do Tietê, qual é a percentagem de área preservada que os agricultores e pecuaristas tem por lá? Durante séculos ninguém se preocupou com o desmatamento, agora querem por a culpa de tudo nas costas de gente que colonizou uma região recentemente.

 

Eficiência no setor público

Os serviços prestados pelo setor público são na sua maioria muito criticados pela população em geral, as queixas variam do mau atendimento até a total falta de preparo para exercer a função. O mau atendimento em geral é reflexo da falta de supervisão no local de trabalho, pois na maioria das vezes não existe uma pessoa para supervisionar isso, outra questão é se a pessoa foi mal atendida e se sente prejudicada, ela deve procurar seus direitos e reclamar aos responsáveis para que o mesmo não se repita. A falta de preparo para exercer as tarefas, acontece muitas vezes porque existe muita rotatividade nos setores, principalmente quando o servidor não é concursado, por outro lado uma coisa muito comum que acontece, é que ao tomar posse e assumir um cargo público, são poucos os servidores que são submetidos a treinamento antes de começar a trabalhar, ou seja, o servidor vai aprender no dia-a-dia como realizar as tarefas. Muito se fala que todos querem ser servidores públicos porque se ganha bem e trabalha pouco. Esse ganha bem é muito relativo, pois o servidor quando ingressa na carreira recebe o salário de acordo com a escolaridade que o concurso exigia, durante 3 anos ele vai permanecer na classe que ingressou, se ao final dos 3 anos ele tiver adquirido nova habilidade, por exemplo, ingressou com ensino médio, e depois conclui o ensino superior, ele vai passar a ganhar mais porque estudou, caso faça uma pó-graduação terá que esperar mais 3 anos para subir de classe novamente, ou seja, quanto maior for a escolaridade, maior será o salário. No setor público ninguém é obrigado a estudar, a escolha é do servidor, se estudar mais ganhará mais respectivamente. Isso é chamado de Plano de Carreira, são poucas as empresas privadas que utilizam esse sistema. Se você investe em um curso superior particular por exemplo, sabe que terá o retorno financeiro após a conclusão, coisa que não é comum no setor privado. A questão do horário que eu saiba os servidores públicos tem horário para cumprir, geralmente 30 ou 40 horas semanais, se não está cumprindo é dever dos supervisores verificar e punir o servidor. O que acontece em muitos orgãos públicos é realmente a falta de supervisão, tem gente no setor privado que só mostra serviço quando o chefe está perto, quando vai para o setor público então vira festa, mas geralmente as repartições públicas tem suas rotinas e até metas para serem cumpridas, nesse caso o problema está nas pessoas, pois sabem o que precisa ser feito, mas simplesmene não o fazem. Na educação superior pública a qualidade de ensino é melhor, porque os professores possuem muitas vezes mestrado e doutorado, sendo muito valorizados pelas instituições, no setor privado grande parte dos professores é apenas especialista, pois as instituições não conseguem pagar os alto salários de mestres e doutores. Já na saúde é diferente, o salário pago pelo setor público é ruim, muitas vezes um único médico atende dezenas de pessoas por dia para ganhar muito pouco, já no setor privado uma simples consulta custa R$ 100,00, uma cirugia custa milhares de reais, mas ambos saúde e educação são obrigações do Estado. O que acontece é que os recursos existem, mas não são aplicados devidamente e muitas vezes são desviados. A eficiência do setor público depende de investimentos, informatização de sistemas, treinamento e até mesmo que seja exigido por parte dos servidores o conhecimento de novas habilidades e principalmente que haja fiscalização e supervisão das atividades realizadas. A avaliação dos servidores existe, e até mesmo ele pode ser exonerado (demitido) caso sua avaliação seja negativa, o que precisa é ser posto em prática.

O Caos das Cidades Grandes

A cada dia que passa os problemas efrentados pelos moradores das grandes metrópoles só aumentam, os problemas estão em todos os lugares, o transporte é um deles, para se locomover nas grandes cidades é preciso ter muita paciência para ficar esperando o ônibus e o metrô, quando está dentro deles é preciso rezar para que o ônibus não seja assaltado e nem fique preso em uma barreira e seja incendiado por moradores revoltados com algum acontecimento. Se tudo correr bem é preciso torcer para que não chova, pois se chover o trânsito vira um caos e o ônibus inclusive pode ser totalmente inundado, ou seja chegar no local desejado na hora certa e ileso é quase um milagre. O mesmo acontece com os veículos, o trânsito é caótico, um trajeto que poderia ser feito em poucos minutos pode demorar mais de hora, quando o veículo é ogrigado a parar no sinal, o risco de ser assaltado é muito grande, quando chove as ruas ficam inundadas e o veículo pode ficar totalmente submerso ou até mesmo ser caregado pela correnteza das ruas que mais parecem rios. Grande parte das populações das grandes cidades vivem em áreas que não foram planejadas para serem bairros, algumas se tornam amontoados de construções, outras são construídas em lugares que não tem as mínimas condições de segurança, então vem a chuva em grande quantidade aliada as construções irregulares em encostas de morros e os deslizamentos levam tudo ao chão fazendo centenas de vítimas fatais todos os anos. A construção de casas em lugares de risco deveria ser proibida e todos que vivem nessas áreas deveriam ser retirados para evitar novas tragédias, mas as autoridades não podem simplesmente despejar as pessoas, é preciso dar um lugar para que possam morar, até porque muitas investiram tudo que tinham nessas construções e vão perder tudo se abandonarem. O Brasil não tem dinheiro para investir em conjuntos habitacionais para colocar essas pessoas, mas para doar 300 minhões de reais para os necessitados do Haiti aí sim existem recursos. O Brasil é um país muito rico, a arrecadação de impostos é recorde, mas grande parte dos recursos é desviada para os bolsos dos corruptos, se está ajudando outros países significa que está sobrando dinheiro, então por que não utiliza esse dinheiro para melhorar a vida dos brasileiros, ou reduz a carga de impostos. A cidade pequena tem suas desvatagens, as pessoas não tem acesso a muitas coisas que só tem em cidades grandes, mas por outro lado os problemas habitacionais são menores, o trânsito flui, a criminalidade é menor e as chuvas por mais fortes que sejam escoam rapidamente, pois existe pouco área impermeabilizada, o cúmulo é construir uma casa a beira de um rio e depois ficar se lamentando que o rio encheu e inundou tudo, ou construir a casa no morro onde a força da água da chuva é maior e pode levar tudo o que tem pela frente.

Preço da gasolina

 

O Brasil possui uma das gasolinas mais caras do mundo, isso se não for realmente a mais cara do mundo. O preço da gasolina comercializada pela Petrobrás não chega a ser exorbitante, em média 33% do preço cobrado nas bombas dos postos, mas quando o produto chega ao consumidor final a história é bem diferente. Mais de 40% do valor do produto vendido ao consumidor é composto de tributos, entre eles (PIS/PASEP, COFINS, CIDE) 13%, (ICMS) 29%. Além disso, a gasolina é composta pela mistura de álcool que varia de 20% a 25% conforme estabelecido pelo Cima (Conselho Interministerial do Álcool e do Açúcar). O custo do álcool na gasolina fica em torno de 7% do preço total e a distribuição e revenda tem um custo de 18% em média, segundo informações da Petrobrás baseada na média de preços das principais capitais do país. Portanto, a Petrobrás poderia reduzir o valor da gasolina, mas a redução mais concreta poderia ser nos impostos que incidem sobre a gasolina, recentemente o Governo reduziu a mistura de álcool na gasolina, para aumentar a oferta de álcool no mercado. Como o álcool é mais barato que a gasolina a tendência era que o preço da gasolina fosse reajustado, para evitar isso o governo reduziu a cobrança da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico – CIDE, de 0,23 para 0,15 centavos por litro. Essa medida tem validade até o fim de abril, com o aumento da oferta do álcool é provável que a mistura de álcool na gasolina volte para os 25%, o engraçado é que quando o preço do álcool cai bastante o preço da gasolina não cai, mas por que isso se 25% da mistura da gasolina é composta por álcool. Pela lógica quando o preço do álcool cai, o preço da gasolina também deveria cair, por exemplo: se preço do álcool é R$ 2,00 e teve queda de 15%, seu preço será R$ 1,70, portanto antes 250 ml custavam 0,50 centavos e depois da queda de preço os mesmo 250 ml custam 0,425 centavos, uma redução de pouco mais de 0,7 centavos que deveria ser repassada ao preço da gasolina, mas não é isso que acontece. Segundo o levantamento da ANP, com base em dados de 17 a 23 de janeiro de 2010, o preço médio da gasolina subiu para R$ 2,58. Se esse preço médio tivesse uma variação de no máximo 0,10 centavos para cima, até que não seria um preço muito alto, mas acontece que essa média de preço está 0,51 centavos a baixo do preço praticado pelos postos de Alta Floresta – MT, atualmente a gasolina é comercializada por R$ 3,09, se quem paga R$ 2,58 reclama que a gasolina está muito cara, imagina o que dizer dos mato-grossenses que pagam 20% a mais pela gasolina.

 

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